Ex-lideranças da Lew’Lara\TBWA lançam a agência Felina no icônico Edifício Copan
Operação sob o conceito de "Lights Off Creative Company" utiliza IA proprietária como infraestrutura e traz no comando os executivos Marcia Esteves, Rodrigo Tórtima, Elise Passamani, Raquel Messias e Andreia Abud
18.06.2026

Um grupo de executivos de alto escalão do mercado publicitário brasileiro anunciou o lançamento oficial da Felina. A nova agência de comunicação integrada é fundada por Marcia Esteves, Andreia Abud, Elise Passamani, Raquel Messias e Rodrigo Tórtima, profissionais que integravam o board diretivo da extinta Lew’Lara\TBWA e que optaram por uma demissão conjunta em janeiro.
O movimento societário ocorreu em meio à onda de reestruturação global disparada pela fusão entre Omnicom e IPG, concluída no fim de 2025. Diante do acordo internacional, o grupo Omnicom decidiu fundir as operações da DM9 e da Lew’Lara\TBWA, originando a bandeira Lola\TBWA (liderada por Carol Boccia, ex-BETC Havas). Em paralelo, a iD\TBWA manteve-se independente sob a gestão da CEO Camila Costa, ambas tendo Luiz Lara como chairman da marca TBWA no Brasil.
Governança Corporativa e C-Level
A Felina nasce com uma estrutura de liderança horizontalizada e sênior, desenhada para acelerar tomadas de decisão estratégicas. O desenho do C-level está distribuído da seguinte forma:
CEO (Chief Executive Officer): Marcia Esteves
CCO (Chief Creative Officer): Rodrigo Tórtima
COO (Chief Operating Officer): Elise Passamani
Chief Strategy Officer: Raquel Messias
Chief Data & Media Officer: Andreia Abud
CTO (Chief Technology Officer): Joaquim Fantim (especialista em desenvolvimento tecnológico)
A agência, que operava em formato beta nos últimos meses, fez sua estreia oficial no mercado revelando o seu primeiro cliente de peso. A Felina assina o novo posicionamento estratégico e a reformulação completa de identidade visual do icônico Edifício Copan, símbolo arquitetônico de São Paulo. A operação projeta novos anúncios em sua carteira nas próximas semanas, mirando os segmentos de finanças, alimentos e bebidas, e bens de consumo não duráveis (CPG).
Tese de Negócios: O Conceito de Lights Off Creative Company
A Felina posiciona-se no mercado sob o selo de uma "Lights Off Creative Company". O modelo rejeita o uso da Inteligência Artificial (IA) como um substituto do talento humano ou como uma ferramenta superficial de geração de textos e imagens. Em vez disso, a agência desenvolveu uma plataforma tecnológica proprietária para atuar como infraestrutura operacional oculta.
A engrenagem do sistema funciona unificando dados de mercado, geração automatizada de insights, desdobramentos de peças de mídia e produção em larga escala. Ao automatizar os processos burocráticos e operacionais que historicamente sobrecarregam as agências, a tecnologia abre espaço e tempo livre para que profissionais seniores foquem exclusivamente no desenho de negócios, inteligência cultural e criatividade de alto impacto.
“Isso garante que nós, humanos, tenhamos tempo e espaço para nos dedicarmos ao que fazemos de melhor, que é construir marcas, criar campanhas que movem negócios e resolver problemas que nenhuma máquina consegue sozinha”, detalha Marcia Esteves, CEO da Felina.
Efeito Dominó: O Surgimento da YouDare
A dança das cadeiras provocada pela fusão Omnicom-IPG gerou outros desdobramentos no mercado de agências nacional. Também em janeiro, executivos que lideravam a DM9 pediram demissão em massa diante das incertezas do acordo, incluindo os ex-copresidentes Pipo Calazans e Thomas Tagliaferro.
Nessa mesma esteira de debandada, Cleber Paradela (ex-VP de conteúdo da DM9) e Stephanie Campbell (ex-CSO da DM9) uniram-se para inaugurar a agência YouDare. A nova operação nasceu sob o guarda-chuva de investimentos do Grupo Dreamers (holding que controla marcas como Artplan e Rock in Rio) e iniciou suas atividades absorvendo contas que pertenciam à carteira da DM9, como iFood, Decolar, MRV e Pizza Hut.
INBOX
Aprenda algo novo todos os dias.
Assine gratuitamente as newsletters da Adnews.