Experiência como bússola: inovação e IA redefinem o crescimento corporativo em 2026

Empresas abandonam a tecnologia isolada para focar em jornadas integradas; 70% dos consumidores agora elegem a experiência como fator decisivo de compra

Adnews

20.02.2026

Experiência como bússola: inovação e IA redefinem o crescimento corporativo em 2026

Em 2026, a inovação deixou de ser um departamento de "ideias futuristas" para se tornar o motor de sobrevivência no mercado global. A mudança é estrutural: as empresas de base tecnológica estão usando o experience design e a inteligência artificial não apenas para automatizar processos, mas para humanizar jornadas em escala. O objetivo agora é gerar valor contínuo, transformando cada ponto de contato — do anúncio ao pós-venda — em uma vantagem competitiva sustentável.

Para Ricardo D’Aguani, CEO da Station Zero Lab, a tecnologia por si só atingiu um teto de valor. “As empresas entenderam que tecnologia, sozinha, não sustenta vantagem competitiva. O que faz diferença é como ela melhora a experiência real do cliente”, afirma o executivo, que acumula duas décadas liderando transformações digitais em gigantes como IBM e Vivo.

A Experiência como Moeda de Troca Dados da PwC sustentam esse reposicionamento: 70% dos consumidores colocam a experiência no mesmo patamar de preço e qualidade na hora da decisão. Esse comportamento forçou organizações a deslocar orçamentos de marketing tradicional para o design estruturado de jornadas.

Integração de Canais: Relatórios da Accenture indicam que a fluidez entre o físico e o digital (phygital) é a expectativa básica. O cliente quer transitar entre canais sem perder o contexto ou precisar repetir informações.

Resiliência Financeira: Segundo a Bain & Company, empresas focadas em CX (Customer Experience) demonstram maior resiliência em períodos de instabilidade, construindo relações de longo prazo que protegem a margem de lucro.

O Papel da IA: De Suporte a Protagonista Se em anos anteriores a Inteligência Artificial era vista como um "chatbot de autoatendimento", em 2026 ela é a base da inteligência contextual. A IA agora reconhece históricos, antecipa necessidades e personaliza ofertas em tempo real.

No entanto, D’Aguani faz um alerta sobre a governança desses dados. “Sem dados confiáveis e bem governados, não existe experiência consistente. A IA só funciona quando está conectada a uma visão clara de jornada e de negócio”, destaca. A inovação, neste cenário, passa a ser um ciclo de teste e aprendizado contínuo, onde a falha na experiência é sentida imediatamente nos indicadores financeiros.

Liderança e Adaptabilidade A principal transformação de 2026 reside na postura das lideranças. Inovar agora significa ter a agilidade de ajustar rotas com base no feedback em tempo real do usuário. A coerência entre o que a marca promete e o que ela entrega na ponta final tornou-se o termômetro definitivo do sucesso empresarial.

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