
Os data centers — responsáveis por armazenar e processar dados de empresas, governos e bancos — estão sob alerta. Apesar de sustentarem o mundo digital, sua base física de cabos e energia elétrica ainda é vulnerável ao fogo. Mais de 50% das falhas críticas nesses ambientes são causadas por problemas elétricos, segundo o Uptime Institute.
No Brasil, o incidente mais recente ocorreu em março de 2025, quando um curto-circuito em um painel de energia em Barueri (SP) provocou instabilidade em serviços de internet, pagamentos e provedores em todo o estado. “Foi um lembrete de que o coração digital do país pulsa em poucos prédios e depende de estruturas extremamente sensíveis. Quando um data center para, a economia digital sente o impacto imediatamente”, resume Fábio Amaral, engenheiro eletricista e CEO da Engerey Painéis Elétricos.
Casos semelhantes se repetem no exterior. Em 2023, um incêndio em Estrasburgo (França) derrubou milhares de sites europeus. No ano seguinte, um data center do Google Cloud em Iowa (EUA) sofreu danos após superaquecimento elétrico.
“Curto-circuitos, mau contato, falhas em barramentos e ausência de redundância podem iniciar incêndios devastadores”, explica Amaral. “Muitos empreendimentos ainda operam com painéis sem certificação ou monitoramento inteligente. É como pilotar um avião sem painel de controle.”
Entre as soluções disponíveis, Amaral destaca os painéis PrismaSet, com certificação internacional IEC 61439 e sensores wireless que monitoram temperatura, gases e umidade em tempo real. “O PrismaSet é uma alternativa segura porque permite enxergar o que está acontecendo dentro da infraestrutura elétrica em tempo real. Em ambientes críticos como data centers, isso é o que separa uma operação estável de uma catástrofe.”
Além da detecção precoce, o sistema possibilita manutenção preditiva, redução de tempo de inatividade e maior eficiência energética. “A prevenção só ganha prioridade depois de um incidente grave. Precisamos inverter essa lógica. À medida que o país amplia sua infraestrutura digital, com mais data centers e demanda crescente por IA e computação em nuvem, a resiliência elétrica se torna tão estratégica quanto a capacidade de processamento”, conclui o especialista.
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