Farmarcas alcança R$ 10 bilhões e reforça força do associativismo no varejo farmacêutico

Organização projeta chegar a R$ 17 bilhões até 2030, com expansão de lojas, crescimento orgânico e fortalecimento da marca própria

Adnews

06.01.2026

Farmarcas alcança R$ 10 bilhões e reforça força do associativismo no varejo farmacêutico

A Farmarcas, organização que reúne 11 redes de drogarias associativistas, atingiu em novembro a marca de R$ 10 bilhões em vendas acumuladas nos últimos 12 meses. O resultado reposiciona o modelo associativista no varejo farmacêutico brasileiro e coloca a companhia e seus associados em um novo patamar de desempenho.

O crescimento é atribuído à combinação entre expansão acelerada, avanço das vendas nas mesmas lojas e aumento do valor agregado do mix de produtos. Segundo Edison Tamascia, presidente da Farmarcas, o desempenho supera o ritmo do mercado. “É um número de dois dígitos, sempre representativo. Crescemos 50% acima do mercado, o que mostra que as estratégias adotadas estão dando certo”, afirma.

Além do crescimento em faturamento, a Farmarcas avançou na abertura de novas unidades. A previsão anual é de 148 inaugurações. No mesmo período, cerca de 60 lojas foram descredenciadas por não acompanharem os padrões de performance e gestão estabelecidos pela organização. “Crescemos de forma saudável, com critérios claros e foco em resultado. Cada passo é planejado e alinhado ao nosso objetivo de longo prazo”, diz Tamascia.

Apesar de simbólico, o marco faz parte de um planejamento mais amplo. Com 13 anos de operação, a Farmarcas projeta alcançar R$ 17 bilhões em faturamento até 2030, sustentada pelo fortalecimento do modelo associativista com gestão profissionalizada.

“O número é importante, mas não é um fim. Ele representa constância, critérios e maturidade de gestão dentro de um projeto maior”, afirma Ângelo Vieira, diretor de Comunicação da Farmarcas.

Estratégia por trás do crescimento

O desempenho da Farmarcas resulta de um conjunto de ações estruturadas. Entre os principais pilares estão a expansão física, a melhoria da performance das lojas existentes e mudanças no mix de produtos.

A expectativa é encerrar 2025 com 1.785 farmácias em operação. Parte dessa expansão foi impulsionada por iniciativas de captação digital, como lives voltadas à atração de novos associados.

Nas lojas já em funcionamento, o crescimento foi apoiado por indicadores de performance, suporte administrativo, marketing estruturado e melhorias na gestão comercial.

Outro fator relevante foi o aumento do ticket médio, impulsionado não apenas por reajustes de preços, mas pela maior participação de dermocosméticos e categorias premium no portfólio.

A marca própria também ganhou espaço no mix e se tornou uma alavanca estratégica de margem e fidelização. “Marca própria é sinal de maturidade. Não é apenas vender mais, é vender melhor”, afirma Vieira.

Desempenho acima do mercado

Os indicadores reforçam a evolução da Farmarcas frente ao varejo farmacêutico nacional. A organização representa 1,8% do mercado em número de lojas e 4,2% em faturamento. No último ano, o crescimento foi de 16,4%, acima da média nacional de 10,9%.

Entre 2021 e 2025, enquanto o varejo farmacêutico cresceu 59,2%, a Farmarcas avançou 114,8%, praticamente o dobro do mercado.

Associativismo profissional como modelo

Baseada em um modelo de associativismo profissionalizado, a Farmarcas combina a autonomia do empresário local com gestão centralizada, inteligência de dados, marketing e suporte técnico.

“O pequeno varejista ganha escala, estrutura e competitividade. O associativismo, quando profissional, transforma negócios”, destaca Ângelo Vieira.

Na prática, o marco de R$ 10 bilhões demonstra que farmácias independentes podem competir com grandes redes, desde que apoiadas por uma plataforma de gestão eficiente e orientada por indicadores.

Os R$ 10 bilhões validam um modelo que amadureceu e escalou. Para a Farmarcas, o número não encerra um ciclo, mas confirma o caminho rumo à meta de R$ 17 bilhões até 2030.

“Uma empresa de 13 anos faturando R$ 10 bilhões não é acaso. É planejamento, gestão e o poder do associativismo profissional”, conclui Edison Tamascia.

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