Google resiste ao avanço da IA e mantém papel central na decisão de compra do brasileiro
Estudo da Optimiza revela que 64% dos consumidores ainda iniciam suas buscas pelo Google; confiança nos resultados orgânicos supera redes sociais e inteligência artificial
24.02.2026

Ao contrário das previsões de que a inteligência artificial "mataria" os buscadores tradicionais, o comportamento do consumidor brasileiro em 2026 mostra um cenário de resiliência. O estudo O Mapa da Busca no Brasil 2026, realizado pela consultoria Optimiza em parceria com a AB Pesquisas & Insights, confirma que o Google segue como a âncora absoluta da jornada digital, sendo o ponto de partida espontâneo para 64% dos usuários.
O relatório sugere que, embora ferramentas de IA e redes sociais tenham ganhado espaço, elas funcionam mais como camadas de aprofundamento do que como substitutas do buscador.
A âncora da confiança em um mar de fragmentação A pesquisa destaca que o Google não opera sozinho, mas atua como o validador final de informações. Mesmo com a ascensão de outras plataformas, o buscador é utilizado por 72,4% dos respondentes para consolidar decisões.
Uso de plataformas complementares na jornada de busca:
YouTube: 6,8%
Marketplaces: 5,6%
Instagram: 5,5%
Inteligência Artificial: 4,4%
“Existe um discurso de que a IA substituiu a busca, mas o comportamento do consumidor continua ancorado no Google quando a intenção é decidir, comparar e comprar”, afirma Júlia Neves, CEO da Optimiza.
A supremacia do orgânico sobre o pago Um dos dados mais impactantes do estudo refere-se à percepção de legitimidade. O consumidor brasileiro está cada vez mais criterioso: a maioria já diferencia anúncios de resultados naturais e demonstra uma clara preferência pelo conteúdo orgânico.
Filtro Crítico: 16,4% dos consumidores afirmam que nunca clicam em links patrocinados.
Transparência: Apenas 1,4% dos entrevistados dizem não conseguir distinguir o que é anúncio do que é resultado real.
Essa leitura crítica do usuário reforça a importância do SEO (Search Engine Optimization) como um pilar de reputação. Para as marcas, estar no topo de forma orgânica não é apenas uma questão de tráfego, mas de autoridade técnica e confiança.
O futuro é um ecossistema híbrido O relatório conclui que o futuro da busca no Brasil não será binário (IA vs. Google), mas sim híbrido. A jornada passará por voz, vídeo, imagem e texto, com a inteligência artificial servindo como assistente, enquanto o Google permanece como o "tribunal de confirmação" da veracidade das informações.
Para o marketing em 2026, o desafio mudou: não basta mais apenas "rankear"; é preciso construir uma presença consistente e confiável em todos os pontos de contato da jornada híbrida do consumidor.
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