Hit Makers aposta em igrejas como novos ativos do entretenimento imersivo no Brasil e lança projeto ALLUZ em SP
Pesquisa da empresa revela que 61,3% do público busca música ao vivo e 58,7% atração espiritual em monumentos históricos; estreia ocorre na Basílica Sant’Ana
14.09.2026

A expansão do mercado de economia da experiência passa a incorporar novos territórios de apelo histórico e cultural. Espaços tradicionalmente dedicados ao patrimônio e à fé, como igrejas e basílicas, começam a figurar no circuito de atrações imersivas globais, combinando projeções mapeadas, design de luz, narrativas sonoras e preservação arquitetônica. O movimento conecta-se a uma indústria imersiva global estimada em US$ 146,6 bilhões e com projeções de crescimento sustentado até a próxima década.
De olho na maturação desse ecossistema no Brasil, a Hit Makers, hub de negócios do Grupo 4ZERO4, realizou um estudo direcionado para mapear os vetores de interesse do público no consumo de experiências culturais dentro de edifícios religiosos. De acordo com o levantamento da companhia, 61,3% dos entrevistados citam a música ao vivo como o principal atributo de atração. A busca por espiritualidade e reflexão aparece na sequência, indicada por 58,7% dos respondentes, enquanto 51,6% apontam a história e o patrimônio como motivação central. Para 43,9%, a própria arquitetura do local deve assumir o protagonismo do espetáculo.
Com base nos dados apurados, a empresa estruturou o projeto ALLUZ – A Busca Pela Luz, que estreia no mês de setembro na Basílica Sant’Ana, localizada na zona norte de São Paulo. A produção proprietária utiliza tecnologia de projeção mapeada em 360º e trilha sonora original para construir uma narrativa focada na relação entre a humanidade e a iluminação sob a ótica da arte, da ciência, da tecnologia e da espiritualidade.
O movimento no país reproduz uma tendência já consolidada em mercados como França, Alemanha, Holanda, Bélgica, Espanha e Estados Unidos, onde edifícios centenários são convertidos em plataformas temporárias de exibição multimídia. A estratégia visa viabilizar novas fontes de receita para a manutenção do patrimônio histórico, além de abrir frentes de negócios e atração de audiência para a economia criativa local ao ressignificar o uso do espaço urbano.
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