Hub4Pay cresce 137% e aposta no B2B “sexy”
Fintech registra alta de 60% em 2025 e acelera faturamento após reposicionamento liderado pela Walks
19.02.2026

A Hub4Pay registrou crescimento de 137% no faturamento em janeiro de 2026, na comparação com o mesmo período anterior, e consolidou um movimento de expansão iniciado no ano passado. Em 2025, a fintech já havia apresentado alta de 60% na receita após adotar um novo posicionamento estratégico com foco no chamado B2B “sexy”, conceito implementado pela Walks®.
A virada começou a ganhar força a partir de outubro, quando a Walks passou a conduzir a estratégia de comunicação e relacionamento da empresa. O lançamento estruturado do LinkPrêmio Card marcou a nova fase. Em janeiro, pela primeira vez, o faturamento superou o mês de dezembro — tradicionalmente o mais forte para o negócio — sinalizando a consolidação do novo posicionamento.
O conceito de B2B “sexy” propõe uma abordagem que vai além da comunicação funcional ou puramente técnica. A estratégia busca tornar marcas corporativas mais atrativas, humanas e relevantes, reforçando o relacionamento estratégico com clientes e parceiros. A premissa é que, em mercados com soluções semelhantes, o diferencial competitivo está na forma como as empresas constroem proximidade e confiança.
Além do avanço no faturamento, a Hub4Pay ampliou sua base de clientes, com a entrada de 15 novas agências e mais de dez campanhas promocionais conectadas via API, aumentando eficiência e velocidade operacional.
Segundo Pedro Assis, CEO da Walks®, a estratégia responde a uma mudança estrutural no mercado corporativo. “O B2B sexy nasce da necessidade de tornar o relacionamento um elemento central da comunicação. Conectar empreendedores e profissionais de grandes empresas de forma consistente gera valor real e impacto direto no ROI”, afirma.
Na prática, a Hub4Pay passou a priorizar encontros presenciais, participação ativa em eventos estratégicos e iniciativas voltadas à criação de ambientes de conexão entre líderes e parceiros. A comunicação deixou de enfatizar apenas funcionalidades para reforçar posicionamento, valor e experiência, com uso de cases e dados relevantes em linguagem mais próxima, sem perder a credibilidade técnica.
Para Assis, o mercado vive uma saturação do discurso funcional no B2B. “Os produtos se parecem e a decisão passa cada vez mais pela confiança construída ao longo do tempo. O que fizemos foi reposicionar a comunicação para gerar presença, acesso e recorrência de relacionamento, elementos que sustentam negócios no médio e longo prazo”, diz.
O case indica que o B2B “sexy” atua como estratégia de reposicionamento e construção de reputação. Em um ambiente competitivo e de alta similaridade entre produtos, a comunicação baseada em relacionamento contínuo e presença ativa se consolida como diferencial. “No fim, o B2B é sobre gerar acesso e saber se posicionar de forma estratégica. Mas essa conexão só se sustenta quando existe um produto consistente por trás”, conclui o executivo.
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