Liderança feminina avança sobre áreas técnicas e redefine competitividade na comunicação
Executivas de AlmapBBDO, Omnicom Media (DRUM), Eletromidia, Jotacom, Intelipost e Calia analisam como a ocupação de cadeiras estratégicas impulsiona a inovação no setor em 2026
18.03.2026

O protagonismo feminino na indústria da comunicação brasileira vive uma mudança de patamar. Áreas historicamente masculinas — como mídia, dados, tecnologia e operações — registram a ascensão de mulheres a cargos centrais de decisão. Em um cenário de digitalização acelerada, a diversidade no comando deixou de ser apenas uma pauta de equidade para se tornar um pilar de sobrevivência e inovação.
Para Rafaela Alves, COO da AlmapBBDO, essa presença feminina reconfigura a cultura organizacional de forma prática. “Em um momento em que o setor precisa equilibrar criatividade, eficiência e propósito, é fundamental que diferentes perspectivas estejam no centro da tomada de decisão. Essa pluralidade enriquece a forma como nos relacionamos com o mercado e inspira novos talentos”, afirma a executiva.
Estratégia e Dados sob novas perspectivas
A integração entre o pensamento criativo e o rigor analítico dos negócios é um dos pontos altos dessa transformação. Ana Luísa Périssé (Nana), managing director da DRUM (Omnicom Media), observa que a liderança feminina amplia o repertório estratégico. “A presença de mulheres em posições de liderança amplia o repertório das decisões. Em um mercado cada vez mais complexo, liderar passa por conectar criatividade, dados e estratégia de negócio, e isso exige diferentes perspectivas na mesa. Não estamos apenas promovendo equidade, estamos fortalecendo a capacidade das empresas de inovar”, pontua. No planejamento de mídia, essa diversidade traduz-se em campanhas mais precisas. Ausra Sliesoraitis, VP de Mídia da Jotacom, ressalta o equilíbrio necessário para o cenário atual: “Lideranças plurais tendem a equilibrar visão analítica com sensibilidade cultural, e essa combinação é cada vez mais determinante para gerar resultados consistentes em um cenário de alta complexidade”.
Impacto na Criação e no Mercado
A maturidade do setor também se reflete no conteúdo produzido. Na criação, a liderança feminina garante que a comunicação não perca o contato com o público real. Geisa Lopes, diretora de Criação da Calia, destaca o papel social desse movimento: “Ocupar espaços de decisão na criação nos permite imprimir um olhar mais humano e representativo em campanhas de grande impacto nacional para marcas e instituições de relevância, como Secom e Ministério da Saúde, garantindo que a comunicação dialogue verdadeiramente com a pluralidade da população brasileira”.
O movimento é contínuo e abrange toda a cadeia. Segundo Laura Bueno Lindenberg, Chief People Officer da Eletromidia, consolidar o protagonismo feminino exige “transformar diversidade em prática cotidiana, com políticas consistentes de desenvolvimento e oportunidades equitativas ao longo da carreira”.
Já para Karina Giatti, head de Marketing da Intelipost, o avanço indica um reconhecimento de novas competências em áreas de tecnologia e dados, reforçando que “quando se amplia a presença feminina em espaços de marketing, tecnologia e dados, abrem-se caminhos para novas formas de pensar inovação e construção de valor para as marcas”.
Ao integrar experiências diversas em áreas técnicas e de gestão, a indústria da comunicação em 2026 não apenas celebra o Mês da Mulher, mas fortalece sua capacidade técnica de navegar em um ambiente em constante transformação.
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