MField Mapeia Cinco Direções para o Marketing de Influência em 2026
Estudo com profissionais do mercado aponta o foco na autenticidade, na construção de comunidades e na profissionalização como pilares do ecossistema, reforçando o valor da conexão humana
12.11.2025

A MField, empresa especializada em influência e cultura digital, divulgou o estudo "Mapa da Influência", um levantamento que ouviu 116 profissionais de marcas, agências e creators. O relatório indica tendências para o setor no próximo ano, sinalizando o amadurecimento do mercado e a consolidação da influência como um segmento de negócios estratégico.
A pesquisa revela que, apesar da relevância da tecnologia, o setor direciona a atenção para o componente humano. A análise da MField identificou cinco tendências centrais que devem moldar a Creator Economy em 2026, com ênfase na valorização do relacionamento e da conexão.
Principais Tendências
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Autenticidade e Humanização (26,55% das menções) é a tendência principal. Profissionais indicam que a busca por conteúdo verdadeiro e por um propósito claro impulsiona a relevância. A percepção de "cansaço do fake" e a demanda por "conexão real" motivam essa movimentação.
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Comunidade (14,69%) surge na sequência, redefinindo o conceito de influência para além do volume de seguidores e focando na qualidade dos vínculos. Comunidades são ambientes de troca e pertencimento, onde marcas e criadores podem construir significado em conjunto. Dados do estudo reforçam este ponto: 77% dos consumidores realizaram compras influenciadas por uma comunidade, e 8 em cada 10 brasileiros demonstram maior confiança em recomendações de fãs do que em publicidade tradicional.
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Micromovimentos e Nichos (12,43%) indicam que um público reduzido pode gerar um vínculo mais forte. O mercado aponta para um cenário mais democrático, onde a colaboração é vista como um caminho para o sucesso. Os entrevistados reconhecem o potencial dos microinfluenciadores, impulsionado pela autenticidade de suas narrativas e pela capacidade de gerar engajamento.
O CEO da MField, Flávio Santos, destaca que 59% dos profissionais consideram os micros como agentes de transformações, e 36% acreditam na evolução do Conteúdo Gerado pelo Usuário (UGC). "Microinfluenciadores, nichos e UGC desenham um cenário da influência mais participativo, comunitário e guiado pela confiança construída de dentro para fora", observa Santos.
- Profissionalização e Estratégia (10,17%) reflete o amadurecimento do setor. A influência exige processos de gestão, métricas definidas e planejamento estratégico, distanciando-se de práticas baseadas em improviso.
- Tecnologia, Inovação e Dados (8,47%) fecha a lista. A tecnologia, com foco na Inteligência Artificial, é vista como um suporte estratégico. O desafio estabelecido é a integração da personalidade do criador com as ferramentas tecnológicas para amplificar a expressão.
A pesquisa também concluiu que a Profissionalização e Empreendedorismo do Creator é o principal sinal de mercado (67%), consolidando o conteúdo como um ativo de negócio. A ascensão de marcas e produtos próprios dos criadores (11%) indica que o profissional deixa de atuar apenas como porta-voz e passa a empreender, lançando linhas de produtos e negócios próprios.
"O futuro da influência é híbrido: humano na essência, tecnológico na execução. Marcas que equilibram autenticidade, dados e comunidade se fortalecerão", reforça Flávio Santos. Ele complementa que a tendência é que os creators se tornem proprietários de IP (formatos, personagens, marcas), focando em fidelidade e monetização multicanal.
A busca por Credibilidade e Precisão das Informações (6%) e o surgimento de Controlled Publics/IPS (Identidades de Público Controladas) (5%) completam o quadro, mostrando um controle maior sobre dados, relacionamento e conteúdo, reduzindo a dependência de algoritmos e fortalecendo a autonomia digital.
Criadores se estruturam como empresas (Brand Ownership), e marcas investem em programas que capacitam influenciadores, como o case da Unilever com a Humanz, que demonstrou como a profissionalização gera resultados mensuráveis e sustentáveis.
“Mais do que um levantamento, nós obtivemos insights valiosos que refletem a estrutura empresarial que o trabalho com influência está ganhando, com equipes, planejamento e metas de performance. As tendências estão interligadas, formando uma espécie de ´céu de autenticidade com pancadas de comunidade´. A Creator Economy de 2026 é retratada como mais humana, inteligente e colaborativa, na qual a influência se profissionalizou, mas no final, continua sendo sobre pessoas”, destaca Santos. Confira o “Mapa da Influência” aqui!
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