Marcas que se Importam reúne líderes e propõe novo olhar para o capitalismo no Brasil
Evento no Teatro FAAP destaca que impacto, ética e regeneração são os pilares da nova economia — não apenas o lucro
04.11.2025

O Teatro FAAP foi palco, nesta segunda-feira (27), da estreia do movimento Marcas que se Importam, iniciativa da Ideia Sustentável que reuniu empresas e lideranças comprometidas em conectar propósito, lucro e impacto positivo. Durante uma tarde de troca e reflexão, nomes de diferentes setores mostraram que o futuro dos negócios passa por uma economia regenerativa, colaborativa e centrada em pessoas.
“O que vimos no palco foi mais do que histórias inspiradoras — foram evidências de que o Brasil já tem um ecossistema forte de marcas que se importam e que, juntas, podem mudar o rumo do mercado e da sociedade”, afirmou Ricardo Voltolini, CEO da Ideia Sustentável e idealizador do movimento.
Sustentabilidade como vetor de inovação
Entre os destaques, Miguel Setas, CEO da Motiva, apresentou o programa Escolas Baseadas na Natureza, que levará educação ambiental a 170 mil estudantes. “Transformar a educação é semear o futuro”, disse.
Leandro Elias Miguel, da Veja, defendeu a transparência na cadeia produtiva: “Mostrar de onde vem o que vestimos é um gesto de respeito e responsabilidade”.
No setor financeiro, Enio Meinen, do Sicoob, destacou o papel do cooperativismo: “Cuidar das pessoas e da comunidade é o que dá sentido aos resultados”.
A Nude, representada por Giovana Meneghel, reforçou o valor da rastreabilidade de carbono e da comunicação clara com o consumidor. Já Rafael Gibini, CEO da Melhoramentos, lembrou a importância de cultivar uma cultura sólida de sustentabilidade: “Todos temos responsabilidade com o nosso entorno”.
Propósito e ciência em ação
Adriana Hartmann, CEO da Mars Wrigley Brasil, apresentou o plano Sustentável em uma Geração, afirmando: “O mundo que queremos começa pela forma como fazemos negócios hoje”. A WRI Brasil, com Mirela Sandrini, destacou o papel da ciência e da colaboração na descarbonização. E Fernanda Caloi, da Lala Brasil, contou que mais de 2.600 jovens já foram formados em liderança e inovação social, 70% deles de grupos sub-representados.
Com carisma e humor, Karine Oliveira, da Wakanda Educação, lembrou que “o poder das conexões reais pode derrubar barreiras sociais e econômicas”. A roteirista e diretora Mara Mourão encerrou o evento com emoção e provocação: “Existe vida além do lucro pelo lucro. Precisamos falar primeiro sobre impacto — e depois sobre lucro”.
Patrocínio com propósito
O evento contou com o patrocínio de Acelen, Purcom e Rede Cidadã. Moa Palmeira, diretor de marketing da Purcom, apresentou o Circo Circular, projeto lúdico que destina 40% da receita a causas sociais. “A química circular é a alma da Purcom”, afirmou. Já Fernando Alves, CEO da Rede Cidadã, reforçou: “Tão importante quanto ter empresas que se importam é ter pessoas que se importam”. A Editora Voo, representada por Claudia Kubrusly, destacou o poder das narrativas para transformar culturas organizacionais.
Um movimento em expansão
Mais do que um evento, o Marcas que se Importam inicia um ciclo contínuo de formação e articulação entre líderes de impacto. Em 2026, o movimento seguirá com novas edições, intercâmbios, pesquisas e encontros técnicos, fortalecendo uma comunidade que une resultado econômico, regeneração ambiental e desenvolvimento social.
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