McDonald’s pendura carro da Red Bull na Paulista — e precisa esconder os patrocinadores
Réplica em tamanho real de Fórmula 1 precisou ser parcialmente coberta após veto da Comissão da Lei Cidade Limpa
10.11.2025

Quem passa pela Avenida Paulista neste fim de semana de Grande Prêmio de São Paulo de Fórmula 1 encontra uma cena curiosa: uma réplica em tamanho real do carro da Red Bull Racing de Max Verstappen pendurada na fachada do “Mequi 1000”, icônica loja do McDonald’s. Mas o carro não está inteiro — e há um motivo jurídico para isso.
Por se tratar de uma peça publicitária maior do que o permitido pela legislação municipal, o McDonald’s precisou pedir autorização especial à Comissão de Proteção à Paisagem Urbana (CPPU), órgão responsável por aplicar a Lei Cidade Limpa. A resposta chegou tarde: o carro já estava instalado quando veio o parecer negativo.
“A proposta apresenta instalação de caráter publicitário, próximo à linha divisória do terreno, sem o devido recuo, sendo visível do logradouro público, em desacordo com a legislação vigente”, explicou Aparecida Regina Lopes Monteiro, presidente da CPPU.
Após um pedido de reconsideração feito pela produtora responsável pela ação, a comissão acabou autorizando a permanência do carro, mas com condicionantes: a retirada da asa dianteira e das marcas Red Bull, Visa e Oracle.
O problema é que o mockup pertence à Red Bull Racing, que não autoriza modificações em sua estrutura, pintura ou logotipia. Por contrato, nenhum patrocinador pode ser ocultado ou removido das réplicas oficiais da escuderia.
A saída foi colocar o carro dentro de uma caixa cenográfica, criada especialmente para esconder as marcas e atender às exigências da prefeitura. O resultado: um carro de Fórmula 1 “invisível”, suspenso sobre a Paulista — uma solução improvável que equilibra publicidade, burocracia e criatividade.
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