Meta é investigada por travar IAs no WhatsApp

Investigação do CADE questiona se mudanças nas regras do WhatsApp criam barreiras à concorrência e favorecem a própria IA da Meta no mercado brasileiro

 Meta é investigada por travar IAs no WhatsApp

A Meta, empresa dona do WhatsApp, virou notícia no Brasil esta semana após ser alvo de um inquérito administrativo aberto pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica, o CADE. O caso está sendo investigado por suspeita de abuso de posição dominante e práticas anticompetitivas no mercado de tecnologia e inteligência artificial. A investigação começou depois que a Meta atualizou os “termos de sua API comercial”, o chamado “WhatsApp Business Solution Terms”, e passou a proibir a integração de chatbots de inteligência artificial de terceiros na plataforma. Entre as ferramentas afetadas estão serviços populares como o ChatGPT, da OpenAI, e o Copilot, da Microsoft, que deixaram de funcionar no WhatsApp a partir de 15 de janeiro de 2026 devido às mudanças nas regras. Segundo o CADE, há indícios de que essa alteração nas políticas cria barreiras que impedem concorrentes de oferecer seus produtos e serviços dentro do aplicativo, favorecendo a solução de IA própria da Meta, o Meta AI. Por isso, além de abrir o inquérito, a autoridade aplicou uma medida preventiva para suspender a eficácia imediata dessas novas regras, enquanto faz uma análise mais profunda dos fatos. Na prática, isso significa que o regulador quer entender se a Meta está usando sua posição dominante no mercado de mensagens para restringir a atuação de outras empresas de tecnologia. Isso ocorre num momento em que aplicativos de comunicação como o WhatsApp se tornaram essenciais no cotidiano dos brasileiros e, por isso, qualquer mudança pode afetar diretamente consumidores e desenvolvedores. A Meta já se manifestou sobre o assunto, afirmando que as mudanças nos termos não têm como objetivo excluir concorrentes ou limitar a competição. A empresa argumenta que o WhatsApp não foi originalmente projetado para permitir a operação massiva de assistentes de IA de terceiros sobre sua infraestrutura de Business API, e que a atualização das regras se baseia em questões técnicas e de modelo de negócios. Ainda não há uma previsão de quando o CADE concluirá o inquérito, mas a investigação já colocou em evidência um debate maior sobre como as grandes empresas de tecnologia gerenciam o acesso ao seu ecossistema e definem as regras para integrações externas. No fim das contas, parece que a briga entre reguladores e as big techs virou parte do nosso dia a dia digital. Se até para usar um chatbot no WhatsApp agora precisa de investigação, a gente vai acabar pedindo permissão até para mandar GIF de bom dia!

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