Muito além dos jogos, Copa do Mundo Feminina coloca branding das cidades brasileiras em evidência
Segundo a Diretora de Publicidade da Prefeitura Municipal de Salvador (PMS), Lília Lopes, a comunicação será decisiva para transformar o torneio em legado duradouro para as cidades-sede
30.06.2026

A realização da Copa do Mundo Feminina da FIFA Brasil 2027, que chega pela primeira vez à América Latina, já movimenta os bastidores da comunicação pública e do marketing territorial. Com o turismo esportivo em ascensão global — projetado para movimentar cerca de US$ 1,3 trilhão até 2032, segundo dados da Statista —, o desafio dos profissionais do setor está em traduzir o potencial econômico em construção de imagem de marca (branding) para as capitais brasileiras.
As cidades-sede do torneio — Salvador, Rio de Janeiro, São Paulo, Fortaleza, Recife, Belo Horizonte, Porto Alegre e Brasília — correm contra o tempo para estruturar suas estratégias de posicionamento internacional e atração de negócios antes do início da competição. As expectativas mercadológicas são elevadas, impulsionadas pelo histórico recente do esporte mundial, onde o legado de grandes torneios atua como catalisador para investimentos privados.
Identidade Cultural e Excelência Operacional
O sucesso da estratégia de comunicação institucional depende diretamente do fortalecimento da identidade cultural e do orgulho regional de cada sede. De acordo com Lília Lopes, Diretora de Publicidade na Prefeitura Municipal de Salvador (PMS), a publicidade governamental deve funcionar como uma ponte integrada entre os investimentos públicos, o interesse das marcas patrocinadoras e as comunidades locais.
A estratégia desenhada para a capital baiana baseia-se em pilares como diversidade, hospitalidade e, fundamentalmente, na comprovação de sua capacidade técnica para infraestrutura de grande porte. A cidade planeja utilizar seu histórico na recepção de grandes fluxos turísticos e eventos de massa — como o Carnaval, a Copa do Mundo de 2014 e a Copa das Confederações — para se posicionar como um destino maduro e logisticamente eficiente para marcas e investidores internacionais.
Impacto Econômico e o Legado Pós-Torneio
O desenvolvimento de um ecossistema de city branding eficiente serve de vitrine para os investidores privados que financiam o esporte e, por consequência, dinamiza múltiplos setores da economia real das metrópoles. O impacto positivo distribui-se por frentes como:
Turismo Esportivo e Hotelaria: Atração de fluxos de visitantes de alta renda e ocupação da rede hoteleira.
Comércio e Gastronomia: Estímulo ao consumo em estabelecimentos locais e circuitos culturais.
Infraestrutura e Mobilidade Urbana: Justificativa para melhorias estruturais permanentes nos modais de transporte.
Economia Criativa e Circular: Geração de emprego e renda na produção de eventos, serviços de hospitalidade e comércio de impacto social.
A comunicação estratégica desempenha um papel vital para garantir que o retorno financeiro e de imagem não se encerre com o apito final. O saldo dessa exposição internacional funcionará como um indicador de maturidade para a gestão de marcas urbanas no Brasil, consolidando oportunidades de negócios que devem permanecer ativos nas capitais brasileiras por muitos anos.
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