“O Agente Secreto” vence Globo de Ouro 2026 e garante vitória histórica para o Brasil
Filme de Kleber Mendonça Filho conquista prêmio de Melhor Filme em Língua Não-Inglesa e Melhor Ator para Wagner Moura
12.01.2026

O cinema brasileiro fez história na noite deste domingo (11) com a vitória de O Agente Secreto no Globo de Ouro 2026. A produção venceu a categoria de Melhor Filme em Língua Não-Inglesa, enquanto Wagner Moura foi premiado como Melhor Ator em Filme de Drama, marcando a primeira vez que o Brasil conquista dois prêmios na mesma edição da premiação.
Ao receber o troféu, o diretor Kleber Mendonça Filho mandou um “alô, Brasil”, agradeceu ao elenco e destacou a parceria com o protagonista. “As melhores coisas acontecem quando você tem um grande ator e um grande amigo”, afirmou, ao elogiar Wagner Moura.
Durante o discurso, o cineasta dedicou o prêmio aos novos realizadores e reforçou a importância do cinema em um momento histórico sensível. “Dedico esse filme aos jovens cineastas. Esse é um momento da história muito importante para fazer filmes, aqui nos Estados Unidos e no Brasil. Vamos continuar fazendo filmes”, declarou.
Após a cerimônia, Kleber voltou a destacar o papel das novas gerações ao responder a uma pergunta da TV Globo durante a coletiva de imprensa. “Estamos muito felizes de ver um filme brasileiro gerando tanta discussão boa sobre a história do Brasil. Quero muito ver jovens cineastas brasileiros e brasileiras. Pode usar telefone, pode fazer seu próprio projeto. Quando a gente fala da nossa casa, todo mundo ouve ao redor do mundo”, afirmou.
Vitória histórica após 27 anos
A conquista marca o retorno do Brasil ao topo da categoria após 27 anos, desde a vitória de Central do Brasil. Na disputa deste ano, O Agente Secreto concorreu com os filmes “Valor Sentimental”, “Foi Apenas um Acidente”, “A Única Saída”, “Sirat” e “A Voz de Hind Rajab”.
O anúncio do vencedor foi feito pela atriz Minnie Driver, que surpreendeu ao dizer “Parabéns” em português antes de revelar o nome do filme em inglês.
Ambientado nos anos 1970, o longa acompanha a história de um professor universitário, interpretado por Wagner Moura, que retorna ao Recife para reencontrar o filho caçula, mesmo correndo riscos em plena ditadura militar.
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