Open Transaction Layer quer padronizar transações nas finanças onchain
Iniciativa reúne bancos, empresas de pagamentos e provedores de infraestrutura para criar padrão aberto de interoperabilidade e compliance
23.07.2026

A Open Transaction Layer (OTL) foi lançada para criar um padrão aberto de coordenação para transações nas finanças onchain. A iniciativa reúne instituições financeiras, empresas de pagamentos, provedores de infraestrutura e organizações do ecossistema blockchain com o objetivo de simplificar operações entre diferentes carteiras, blockchains e jurisdições.
Entre os parceiros fundadores estão BTG Pactual, Checkout.com, Cross River Bank, MetaMask, Robinhood, Securitize, zerohash e Fireblocks, além de dezenas de outras empresas do setor.
A proposta da OTL é resolver um dos principais entraves para a expansão das finanças onchain: a ausência de uma camada padronizada de coordenação entre instituições. Hoje, cada organização precisa desenvolver integrações próprias para validar identidade, atender exigências regulatórias e processar transações com diferentes contrapartes, o que aumenta custos e limita a escalabilidade.
Para substituir esse modelo fragmentado, a OTL reúne padrões já consolidados, como W3C DIDs, IVMS101, ISO 20022 e CAIP-19, em uma arquitetura modular que cobre todo o ciclo das transações, desde a identificação das partes até a liquidação dos ativos.
“Instituições reguladas ainda precisam desenvolver conexões sob medida para coordenar suas operações com ativos digitais de ponta a ponta. O resultado é uma proliferação de integrações e sistemas paralelos que não se comunicam adequadamente”, afirma Idan Ofrat. “Um padrão como esse não pode ser desenvolvido por um único fornecedor. Ele só funciona como uma iniciativa aberta, construída coletivamente por quem a implementa. É por isso que somos parceiros fundadores da OTL e convidamos toda a indústria a colaborar.”
A Checkout.com também integra a iniciativa. Segundo Max Rotham, a Open Transaction Layer oferece o tipo de padrão interoperável necessário para acompanhar o crescimento do comércio tokenizado e das operações conduzidas por agentes automatizados.
A estrutura técnica da OTL é composta por quatro camadas — identidade, sessão, transporte e mensageria — além de uma camada de aplicações, onde instituições poderão desenvolver soluções para autenticação de pagamentos, vinculação de carteiras, validação regulatória e aprovação de transações antes da liquidação.
Para o mercado brasileiro, a expectativa é reduzir a complexidade das integrações exigidas para operações onchain e facilitar a adequação às normas do Banco Central.
“Para o mercado brasileiro, essa iniciativa representa uma oportunidade concreta de acelerar a adoção de operações onchain de forma segura, escalável e em conformidade com as resoluções do Banco Central. Ao eliminar a necessidade de integrações bilaterais complexas e custosas, o setor ganha eficiência operacional, reduz barreiras tecnológicas e cria um ambiente mais favorável para a inovação financeira no país”, afirma Jorge Borges.
As especificações da Open Transaction Layer estão disponíveis em código aberto, e a aliança permanece aberta à adesão de novas instituições interessadas em desenvolver padrões interoperáveis para o ecossistema de ativos digitais.
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