Pedro Del Priore defende novo modelo de agência baseado em cultura, IA e impacto
CEO do Grupo Ginga fala sobre economia regenerativa, transformação organizacional e o papel da publicidade em um mercado que exige mais do que resultado financeiro
26.10.2026

A publicidade precisa ampliar sua responsabilidade para além da venda de produtos e serviços.
Essa é uma das principais ideias defendidas por Pedro Del Priore, fundador e CEO do Grupo Ginga, em entrevista ao podcast Strategist Revival, apresentado por Rafa Castro.
Ao longo da conversa, o executivo discutiu cultura organizacional, inteligência artificial, diversidade, trabalho remoto e economia regenerativa, além dos desafios que devem moldar o futuro das agências. Cultura passa a ser diferencial competitivo Para Del Priore, uma identidade organizacional clara ganhou importância em um mercado no qual profissionais e clientes buscam cada vez mais afinidade de valores.
Nesse contexto, cultura deixa de ser apenas uma questão interna e passa a influenciar atração de talentos, retenção e relacionamento com clientes.
Essa visão também orienta a forma como o Grupo Ginga vem estruturando seus negócios.
O grupo conquistou recentemente a certificação B Corp e vem incorporando temas sociais e ambientais à operação. Economia regenerativa entra na gestão A empresa também investiu na formação de lideranças em economia regenerativa.
A proposta é ampliar a visão sobre crescimento e incorporar à gestão não apenas resultado financeiro, mas também valor humano e ambiental.
Para Del Priore, esse tipo de abordagem tende a ganhar espaço à medida que empresas passam a ser cobradas não apenas pelo que vendem, mas pelo impacto que geram. IA pode mudar o trabalho nas agências A inteligência artificial foi outro tema central da conversa.
Segundo o executivo, a tecnologia pode reduzir o tempo dedicado a tarefas repetitivas e operacionais, como parte da produção de conteúdos para redes sociais.
Isso pode liberar profissionais para atividades de maior valor estratégico.
Ao mesmo tempo, ele defende uma adoção responsável, considerando impactos ambientais e efeitos sobre o trabalho humano.
A discussão vai além de produtividade e entra na reorganização do próprio modelo de agência. Trabalho remoto amplia repertório A Ginga também utiliza o trabalho remoto como parte de sua estratégia de acesso a talentos.
Com profissionais distribuídos por diferentes regiões do país, o modelo permite incorporar repertórios e perspectivas culturais distintas às soluções desenvolvidas para clientes.
A diversidade, nesse caso, aparece menos como discurso e mais como consequência direta de uma estrutura de trabalho descentralizada. Crescimento e impacto não precisam ser opostos Para Del Priore, o futuro das agências passa por abandonar a ideia de que crescimento econômico, desenvolvimento humano e responsabilidade ambiental são objetivos incompatíveis.
A visão defendida pelo executivo é de que esses elementos podem fazer parte de uma mesma estratégia de negócio.
Nesse sentido, o desafio das agências não estaria apenas em acompanhar novas tecnologias, mas em repensar como operam, formam equipes, constroem cultura e geram valor.
A entrevista completa está disponível no Strategist Revival.
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