Planos de saúde superam 53 milhões de beneficiários e migrações crescem em 2025

Rede hospitalar passa a pesar mais que preço na escolha dos consumidores, aponta levantamento da Click Planos

Adnews

22.12.2025

Planos de saúde superam 53 milhões de beneficiários e migrações crescem em 2025

A saúde suplementar ultrapassou 53,3 milhões de beneficiários em 2025, em um cenário marcado por maior rigor na comparação entre preço, rede hospitalar e cobertura antes da troca de plano. As migrações entre operadoras avançaram ao longo do ano, acompanhando a expansão dos planos coletivos empresariais e o aumento das contratações por pequenas e médias empresas.

O movimento é mais intenso entre beneficiários de 30 a 49 anos, faixa etária que concentra a maior taxa de mudança. Já o grupo acima de 59 anos mantém demanda crescente por produtos com redes hospitalares mais completas. Nas buscas por novos planos, a rede credenciada se consolidou como o principal fator de decisão: 62% das escolhas são determinadas pela oferta hospitalar, superando o preço isolado e direcionando boa parte das migrações em 2025.

Dentro desse contexto, a Click Planos analisou as cotações realizadas em seu marketplace, que reúne 77 operadoras, mais de 1.120 planos e uma rede com 1.335 hospitais credenciados, para identificar os produtos com melhor custo-benefício. Segundo Gustavo Succi, a comparação deixou de ser superficial. “O consumidor entendeu que custo-benefício não é pagar pouco, é pagar de forma inteligente. Ele avalia rede, coberturas específicas, históricos de reajuste e acesso real ao serviço”, afirma.

O levantamento também revelou as operadoras mais cotadas na plataforma, indicando um movimento de concentração nas escolhas. Amil lidera com 22% do volume de buscas, seguida por Unimed, com 18%, e Hapvida, com 14%.

A combinação entre rede hospitalar consistente, maior previsibilidade de preços e variedade de coberturas explica o desempenho dessas operadoras no ranking, especialmente em um ambiente em que famílias e empresas buscam reduzir riscos e surpresas nos contratos. O recorte regional também influencia o cenário, já que mercados mais competitivos tendem a acelerar ajustes em produtos, redes e modelos de precificação.

Para Succi, a disseminação de análises comparativas tende a elevar o nível de competição no setor. “O consumidor está mais informado, mais exigente e menos tolerante a experiências ruins”, avalia. A expectativa é que esse tipo de comparação se torne padrão na jornada de contratação, reduzindo assimetrias de informação e estimulando uma concorrência baseada em critérios objetivos, e não apenas em preço.

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