Premier League encara restrições a patrocínios de apostas e busca novo equilíbrio comercial
Clubes ingleses perdem fonte relevante de receita e reavaliam parcerias após novas regras de autorregulação
22.10.2025

A Premier League vive um momento de transformação em seu modelo de negócios. A partir da próxima temporada, os clubes ingleses estarão proibidos de exibir marcas de apostas na parte frontal das camisas, uma mudança alinhada ao movimento de autorregulação do futebol britânico.
A decisão impacta diretamente as receitas das equipes. De acordo com Karren Brady, dirigente do West Ham, os contratos com operadoras de apostas pagam até 40% a mais do que os firmados com empresas de outros segmentos.
Para contornar a perda financeira, alguns clubes têm reconfigurado parcerias com casas de apostas estrangeiras, especialmente voltadas ao mercado asiático, em busca de manter o fluxo de recursos. No entanto, essas operações levantam preocupações regulatórias e reputacionais, já que envolvem plataformas com estruturas empresariais pouco transparentes.
Mesmo com as novas restrições, acordos indiretos seguem sendo permitidos, desde que cumpram exigências como geobloqueio e proibição de transações com residentes britânicos, conforme orientação parcial da comissão reguladora do Reino Unido.
Órgãos de controle, porém, têm emitido alertas sobre riscos de compliance e possíveis casos de lavagem de dinheiro, o que reforça o desafio de equilibrar receita comercial e responsabilidade institucional.
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