PWTech instala purificadores de água em comunidades da Amazônia e beneficia mais de mil pessoas
Equipamentos instalados em parceria com a Fundação Amazônia Sustentável produzem até 27 mil litros de água potável por dia e melhoram a qualidade de vida de famílias ribeirinhas
07.10.2025

A startup brasileira PWTech instalou cinco equipamentos de purificação de água em comunidades assistidas pela Fundação Amazônia Sustentável (FAS), beneficiando diretamente 285 famílias e mais de mil pessoas em áreas de difícil acesso da região metropolitana de Manaus (AM). Os purificadores têm capacidade conjunta de produzir 27 mil litros de água potável por dia, reduzindo a dependência de fontes contaminadas e melhorando as condições de vida da população local.
As comunidades atendidas foram Saracá e São Francisco do Bujaru (Iranduba), Terra Santa (Manacapuru), além de Bela Vista do Jaraqui e Vila Nova do Chita (Manaus). Nessas localidades, onde a falta de saneamento básico compromete a saúde e a produtividade na agricultura, a tecnologia da PWTech surge como alternativa eficaz para ampliar o acesso à água tratada.
“Levar água potável para comunidades da Amazônia é mais do que um compromisso social: é parte da missão da PWTech de gerar impacto positivo, sendo uma aliada na redução do déficit no saneamento e na construção de um futuro mais saudável e digno para os moradores desta região”, afirma Fernando Marcos Silva, CEO da PWTech.
Segundo estudo da EX Ante Consultoria para o Instituto Trata Brasil, mais de 9,4 milhões de pessoas na Amazônia Legal vivem sem acesso à água potável, e 82% da população não conta com coleta de esgoto. Isso significa que mais de 21 milhões de habitantes descartam resíduos orgânicos sem tratamento, contaminando os mananciais que abastecem as comunidades.
Para Valcléia Lima, superintendente geral adjunta da FAS, o projeto é um marco para as populações ribeirinhas: “O acesso à água potável é um direito básico, mas ainda distante da realidade de milhares de famílias amazônicas. Essa parceria com a PWTech mostra como a união entre inovação tecnológica e organizações da sociedade civil pode transformar vidas, garantindo saúde, dignidade e oportunidades para quem vive na floresta.”
A ausência de saneamento básico está associada ao aumento de doenças de origem hídrica, como diarreia, hepatite A e leptospirose, que afetam especialmente crianças e idosos. Em 2019, a região registrou mais de 4,3 milhões de afastamentos e 85 mil internações hospitalares por infecções ligadas à água contaminada.
Com modelos portáteis como os PW5660 e PWFIT, a startup oferece soluções de baixo custo e alta eficiência, levando saneamento a locais isolados e contribuindo para o desenvolvimento sustentável. A iniciativa é realizada em parceria com a FAS e o Governo Federal, reforçando o papel da tecnologia como aliada no enfrentamento dos desafios de infraestrutura e saúde na Amazônia.
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