Rock in Rio consolida festivais como novas plataformas de mídia, dados e influência para as marcas

Cobertura da semana do evento mostra que marcas buscaram ir além da simples exposição, transformando experiências presenciais em conteúdo, comunidades e conversas nas redes

Adnews

15.09.2026

Rock in Rio consolida festivais como novas plataformas de mídia, dados e influência para as marcas

O Rock in Rio reafirmou em sua edição de 2026 uma mudança estrutural no papel dos grandes festivais de música dentro do ecossistema de comunicação e marketing. Mais do que palcos para apresentações artísticas, os grandes eventos transformaram-se em plataformas integradas de mídia, experimentação de produto, captação de dados e ativação de comunidades.

A dinâmica observada ao longo da semana do festival evidenciou uma disputa por atenção baseada na criação de cenas e momentos de circulação social. Entre as iniciativas que movimentaram a Cidade do Rock, marcas de diversos segmentos apostaram em estratégias voltadas ao comportamento da audiência e à geração de relevância cultural. A Trident levou a campanha “Que Se Masque” com foco na Geração Z, enquanto a KitKat recorreu a celebridades e interação social. O Itaú estruturou sua presença no Pavilhão Itaú em torno da nostalgia e da música nacional, e a Ipiranga buscou transformar a plateia em canal de mídia com a distribuição de leques amarelos durante o show de Pedro Sampaio.

Fora dos limites físicos do festival, a Heineken articulou frentes voltadas ao comportamento do público em parceria com o Spotify, criando métricas a partir das músicas mais cantadas. No campo da transmissão e do entretenimento, a Globo e o Globoplay integraram cobertura multiplataforma e presença física, tratando o evento como um ativo de conteúdo contínuo.

O avanço da creator economy também marcou o período. Dados divulgados pela OMA Creators indicam a participação de criadores em ativações para 13 marcas diferentes, ilustrando como os festivais operam como hubs de influência onde audiência, conteúdo e marcas se entrelaçam. A vertente de varejo e consumo imediato apareceu com marcas como Venancio, iFood, Subway, Nissin, Schweppes Mixed e Estácio, que utilizaram o espaço físico para unir prestação de serviço, venda, relacionamento e ativação de fandoms.

Sob a ótica editorial, o volume de iniciativas reforça a necessidade de separar a simples exposição promocional de ações que gerem impacto real de negócio. O diferencial competitivo recae sobre as marcas capazes de utilizar o festival para gerar comportamento, dados, comunidade ou memória de longo prazo, transformando a experiência presencial em mídia espontânea e atenção em valor de marca.

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