Rumo a Paris, com o futuro da educação superior na bagagem
Comitiva liderada por 40 representantes da educação superior privada brasileira embarca em 9 de outubro rumo à capital francesa para a France Experience, buscando parcerias, cooperação acadêmica e novas práticas em inovação, pesquisa e internacionalização
07.10.2026

No próximo dia 9 de outubro de 2026, uma comitiva composta por 40 lideranças da educação superior privada brasileira embarca com destino à capital francesa para a 8ª Delegação ABMES Internacional – France Experience. Embora a Cidade Luz seja, por si só, um convite à visita, as razões para atravessar o Atlântico vão além dos charmosos cafés, das atrações mundialmente famosas e da pulsante vida cultural. O que mobiliza o grupo é a oportunidade de participar de uma imersão voltada ao intercâmbio de conhecimentos e à cooperação com instituições de ensino superior de um país que se destaca globalmente na oferta desse nível educacional.
Até o dia 18 de outubro, os participantes vivenciarão experiências únicas e conhecerão de perto iniciativas de um país onde a formação superior alcança uma parcela da população expressivamente maior que no Brasil. O relatório Education at a Glance 2026, da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), dimensiona essa distância: enquanto a França supera a média verificada pela entidade, o Brasil ocupa uma das últimas posições entre os países analisados.
O panorama da educação superior: Brasil e França em números
Os dados revelam contrastes importantes nos indicadores educacionais entre as duas nações:
Ensino Superior Completo: Entre os franceses de 25 a 64 anos, 45% têm educação superior completa (superando a média da OCDE, que é de 43%). No Brasil, o índice é de 22%. Proporcionalmente, a formação alcança cerca do dobro de adultos no país europeu.
Nível de Mestrado: Na França, 17% dos adultos de 25 a 64 anos têm o mestrado como nível mais elevado de escolaridade; no Brasil, apenas 1%.
Internacionalização: Em 2024, estudantes estrangeiros representavam aproximadamente 10% das matrículas da educação superior francesa. No Brasil, a proporção era de 0,3%, segundo a OCDE.
Essa leitura, contudo, precisa considerar que os indicadores estatísticos não resumem a capacidade isolada de cada instituição. O objetivo da imersão é justamente transformar esses dados em conhecimento prático, compreendendo as condições de funcionamento das experiências francesas e avaliando o que pode ser adaptado à realidade brasileira.
Roteiro de visitas institucionais e cooperação
O roteiro da missão inclui passagens por importantes centros de excelência acadêmica e científica em solo europeu:
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Universidade Paris Cité
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SKEMA Business School
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Institut Pasteur
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Le Cordon Bleu
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Universcience (na Cidade das Ciências e da Indústria, em La Villette)
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Sorbonne (com visitas em fase final de negociação com a segunda universidade mais antiga do mundo)
Além das universidades, a agenda contempla encontros estratégicos nas sedes da OCDE, da Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura) e na Embaixada do Brasil em Paris — onde também estarão presentes representantes da Conférence des Grandes Écoles (CGE) e da Campus France.
Construindo pontes para o futuro
Para o Brasil, a cooperação significa ampliar o contato com novas práticas pedagógicas e redes robustas de pesquisa. Para a França, estreitar vínculos com instituições brasileiras diversifica parcerias e oportunidades de investigação conjunta.
Reconhecer a distância entre os indicadores serve como estímulo à ambição e ao compromisso com melhores resultados na educação nacional. O maior legado da France Experience residirá nos vínculos duradouros que aproximarão salas de aula, professores e pesquisadores dos dois países, expandindo as oportunidades de formação e o impacto da produção científica conjunta.
Paris, estamos a caminho!
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