Saúde suplementar enfrenta alta de custos e acelera digitalização com avanço dos marketplaces
Aumento de despesas assistenciais pressiona operadoras, enquanto crescimento dos planos PME e das contratações online redefine o mercado
22.12.2025

O setor de saúde suplementar atravessa um dos períodos mais desafiadores dos últimos anos, marcado pela elevação contínua dos custos médico-hospitalares e pela expansão acelerada da base de beneficiários. Nos últimos 12 meses, as despesas assistenciais subiram 9,6%, ritmo superior ao da inflação geral, pressionando margens e reajustes em praticamente todos os segmentos. Paralelamente, o número de beneficiários alcançou 53,3 milhões, o maior patamar em sete anos, impulsionado principalmente pelo crescimento de 18% nos planos para pequenas e médias empresas (PME), que se consolidaram como principal porta de entrada para famílias de renda intermediária.
Nesse cenário, a digitalização ganhou protagonismo. Atualmente, 42% das novas contratações já são realizadas por canais online, proporção que era de apenas 14% no período pré-pandemia. O avanço amplia a transparência, reduz assimetrias de informação e intensifica a competição entre operadoras, impactando preços, redes credenciadas e modelos de contratação em todo o país.
É nesse ambiente mais competitivo que a Click Planos se consolida como o primeiro marketplace do segmento. A plataforma passou a reunir 78 operadoras, 1.120 planos ativos e uma rede de 1.335 hospitais credenciados, centralizando informações sobre preços, redes e carências. Segundo Gustavo Succi, a comparação objetiva transforma a dinâmica do mercado. “Quando o consumidor consegue visualizar com clareza as diferenças entre redes e valores, a competição se torna mais objetiva e transparente”, afirma.
A digitalização também responde à busca por previsibilidade diante dos reajustes anuais e ao impacto do aumento estrutural dos custos assistenciais, que elevam o ticket médio dos planos. Famílias, profissionais autônomos e pequenas empresas têm migrado para plataformas que permitem comparar, em tempo real, rede hospitalar, preço e histórico de reajustes. Ao ampliar a cobertura nacional e regional, esse modelo contribui para reduzir a concentração de oferta e alterar a lógica tradicional de distribuição, alinhando o setor brasileiro a tendências globais de healthtechs.
A expectativa, segundo Succi, é de que tecnologia, dados e automação passem a definir de forma cada vez mais precisa o valor real dos planos e o comportamento de compra dos consumidores. “O mercado vive um ponto de virada que aproxima a saúde suplementar de modelos mais racionais e sustentáveis. Quanto maior a transparência, mais competitivo se torna o setor e mais acessível fica a escolha para o consumidor final”, avalia. Com a entrada de novas parcerias, o marketplace reforça seu papel como vetor da digitalização da saúde privada no Brasil e da migração para um ambiente de contratação mais simples, comparável e com menos barreiras de acesso.
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