Tendências de mídia para 2026: IA, SXO e criadores redefinem o marketing na era algorítmica
Relatório global da Dentsu prevê expansão do uso de inteligência artificial, fortalecimento de comunidades e nova relação entre marcas, buscadores e consumidores
11.11.2025

Em meio à fragmentação das mídias e à ascensão da inteligência artificial, o marketing de 2026 deve combinar tecnologia e comportamento humano. É o que aponta o relatório “Verdades Humanas na Era Algorítmica: Tendências de Mídia para 2026”, divulgado pela Dentsu. A análise mostra que marcas precisarão ir além dos algoritmos, buscando conexões mais autênticas, experiências imersivas e novas métricas de valor.
SXO substitui o SEO tradicional
Com a chegada da IA generativa, a Otimização da Experiência de Busca (SXO) ganha espaço no lugar do SEO. A tendência reflete a forma como consumidores agora pesquisam por meio de modelos de linguagem, redes sociais e marketplaces, onde os resultados são respostas diretas — e não mais cliques. A Dentsu destaca que manter sites bem estruturados segue essencial, já que alimenta as respostas dessas inteligências.
Agentes de IA e automação personalizada
Segundo o levantamento, 80% dos CMOs consideram a IA generativa prioridade de investimento. As empresas planejam desenvolver agentes próprios para automatizar tarefas e oferecer experiências personalizadas, mas o estudo alerta: é preciso planejamento estratégico e regras claras para evitar frustrações e riscos à reputação das marcas.
Fricção intencional na jornada de compra
Em contrapartida à fluidez digital, algumas marcas devem reintroduzir barreiras estratégicas na jornada de compra — como edições limitadas e lançamentos presenciais — para aumentar o valor percebido dos produtos e criar senso de comunidade.
Influenciadores e comunidades
A descentralização das redes sociais exige novas formas de diálogo. A Dentsu aponta os influenciadores como mediadores naturais entre marcas e comunidades. Mais do que porta-vozes, esses criadores passam a liderar narrativas, com foco em autenticidade, nichos e multiplataformas.
Experiências ao vivo e nostalgia
Mesmo com o domínio do conteúdo sob demanda, o público busca momentos coletivos. Shows, transmissões esportivas e realities ao vivo voltam a ser prioridade nos streamings. Paralelamente, cresce o interesse por conteúdo nostálgico inspirado nos anos 1990 e 2000, especialmente entre millennials e Gen Z.
Publicidade em apps de mensagens
Com o WhatsApp abrindo espaço para anúncios, 2026 deve consolidar os aplicativos de mensageria como canais de mídia, comércio e atendimento unificados. A alternância entre interações humanas e automatizadas torna o canal versátil para personalizar jornadas e impulsionar conversões.
IA na segmentação e declínio do ROI imediato
A inteligência artificial deve transformar a segmentação de público, simulando grupos de comportamento real com baixo custo e alta agilidade. Já o ROI de curto prazo perde força para estratégias que valorizam a saúde de marca e constroem valor duradouro — especialmente em vídeos, TikTok e TV conectada.
Conteúdo com propósito e entretenimento
A publicidade se funde de vez ao entretenimento. Séries documentais esportivas, games e produções orientais (como animes e novelas verticais) aparecem como oportunidades de engajamento e patrocínio emocional.
INBOX
Aprenda algo novo todos os dias.
Assine gratuitamente as newsletters da Adnews.