Túlio Chebli e Fernando Hamuche falam sobre a chegada da Kr3w no Brasil
Mirando nas oportunidades da bilionária indústria de jogos, chega ao mercado de marketing de influência a Kr3w, a primeira agência degerenciamento de carreirasde criadores de conteúdo 100% focada no segmento gaming. A…
06.03.2023

Mirando nas oportunidades da bilionária indústria de jogos, chega ao mercado de marketing de influência a Kr3w, a primeira agência degerenciamento de carreirasde criadores de conteúdo 100% focada no segmento gaming.
A empresa trabalha na gestão 360º da carreira de influenciadores e, em apenas três meses de fase piloto, já conta com mais de 60 influenciadores, incluindo doze dos 50 maiores streamers da Twitch Brasil.
Pensando em como esse cenário tem crescido cada vez mais no Brasil e como a presença da Kr3w em parceria com a 3C Gaming potencializa ainda mais esse crescimento, o Adnews teve uma conversa exclusiva com Fernando Hamuche, co-fundador da 3C Gaming, e Túlio Chebli, ex-Country Manager da Nimo, que assume como CEO da Kr3w na nova empreitada.
Confira a entrevista com Túlio e Fernando:
Como surgiu esse “match” entre a Kr3w e a 3C Gaming?
Fernando: A 3C já estava trabalhando com o Nobru e o Cerol, com uma estrutura bem robusta para atender a eles e a outros criadores do Fluxo. Além disso, nós já tínhamos um contato grande com o Túlio quando ele ainda trabalhava na Nimo, empresa que reunia nomes de sucesso.
Nós também sentimos falta no mercado de alguém que fizesse a representação de criadores de conteúdo de uma maneira mais profissional, nem que fosse apenas gestão comercial. Sempre foi algo muito reativo. O que começamos a fazer, enquanto 3C, foi investir para que nós, como empresa gestora de talentos, pudéssemos buscar ativamente de novos talentos e assim atrair empresas que querem anunciar através de criadores de conteúdo e que buscam o lifestyle gamer. A partir disso e do nosso relacionamento com o Túlio, nós fizemos essa parceria.
Vocês veem espaço para novos criadores de conteúdo crescerem nesse cenário. Caso sim, planejam ter projetos que auxiliem o crescimento desses novos nomes no mercado?
Fernando: Com certeza! O Paulinho o Louco, por exemplo, é um criador que que surgiu no ano passado e antes dele, no Brasil, o Cerol surgiu com a ascensão do Free Fire, além de outros criadores de conteúdo. Então é sim ainda um mercado muito carente de criadores de conteúdo, e todo dia você vê um novo criador que se destaca.
Túlio: A Nimo foi uma das principais concorrentes da Twitch aqui no Brasil e a gente se destacou muito nesse tempo por revelar novos streamers e criar streamers em casa. Até então, era um movimento muito comum de mercado, uma plataforma chegar de fora, botar um caminhão de dinheiro em streamer, leva-lo e ver o que podia acontecer a partir disso.
O conteúdo ao vivo tem dado muito certo recentemente, nós vemos cada vez mais criadores fazendo vídeos em live. O foco maior seria nesse timo de conteúdo?
Fernando: Nosso foco não é só em criadores de conteúdo que fazem lives, mas sim nos que estão presentes em todo tipo de conteúdo, 360. Hoje o Túlio faz um trabalho excepcional de ir atrás de criadores de conteúdo, TikTok, e até no Instagram. Nós buscamos entender o perfil dessa pessoa que ela pode agregar e trazer ela para dentro dos canais que temos disponíveis. Quando você está falando sobre um criador de conteúdo, a forma dela de monetizar é criando conteúdo em si. Quanto mais conteúdo ela cria, mais ela se propaga. Hoje criador de conteúdo é uma marca, né?
Túlio: Em relação ao criador de conteúdo, nós entendemos que ele tem que se posicionar em todas as plataformas disponíveis, porque se o cara está grande no YouTube, também é interessante que ele esteja no TikTok, é interessante que ele esteja no Instagram, é interessante que ele esteja em live e uma plataforma alimenta a outra. Se você começa grande no YouTube, sabe como migrar esse público. O conteúdo em live também pode migrar esse público para o TikTok, e assim por diante.
O mercado de Esports tem sido visto como uma oportunidade no Brasil?
Fernando: Antes de responder sua pergunta, eu vou te dar um paralelo rápido. Há 20 anos, a criança estava acostumada a, na hora do Recreio, jogar bola, fazer algum esporte. Hoje em dia ela nasceu praticamente com o celular na mão e ela vai jogar. Ela consegue jogar com os amigos na hora do recreio. Então sim, a gente continua trabalhando bem de perto com esporte eletrônico.
Túlio: Os Esports e os criadores de conteúdo estão muito correlacionados. Os Esports estão cada vez mais se tornando entretenimento. Um show. E a gente está vendo esse pessoal lotando estádios, o que torna toda essa pauta mega importante pra gente. As 2 coisas estão mega correlacionadas.
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