Vivo reúne mulheres para discutir futuros possíveis e o papel da IA na sociedade

Encontro “Útopia”, realizado em parceria com a Gravidade Zero, reuniu mais de 30 mulheres para debater tecnologia, inteligência artificial, diversidade e os caminhos para a construção do futuro

Adnews

29.09.2026

Vivo reúne mulheres para discutir futuros possíveis e o papel da IA na sociedade

A Vivo reuniu mais de 30 mulheres de diferentes áreas e gerações para discutir como tecnologia e inteligência artificial podem participar da construção de futuros possíveis. Batizado de “Útopia”, o encontro foi realizado em parceria com a consultoria de inovação Gravidade Zero e reuniu executivas, empreendedoras, pesquisadoras, profissionais de tecnologia, investidoras, criadoras de conteúdo e formadoras de opinião.

A proposta partiu de uma provocação: em vez de apenas tentar prever o futuro, como diferentes pessoas podem participar ativamente de sua construção?

Com esse ponto de partida, a programação colocou perspectivas femininas no centro das conversas sobre inteligência artificial, transformações tecnológicas e seus impactos na sociedade.

Da reflexão à experimentação com IA

A programação foi dividida entre momentos de discussão e atividades práticas.

Pela manhã, as participantes acompanharam conteúdos sobre futuros possíveis e como a capacidade de imaginar diferentes cenários pode influenciar decisões tomadas no presente.

À tarde, o encontro assumiu caráter mais experimental, com estações dedicadas a diferentes aplicações de inteligência artificial. As participantes puderam testar ferramentas e conhecer possibilidades para simplificar tarefas, apoiar atividades profissionais e otimizar o uso do tempo.

“A Vivo é uma marca vocal, que sempre foi sinônimo de conexão entre as pessoas, com o compromisso de provocá-las a refletir sobre temas contemporâneos”, afirma Marina Daineze, VP de Comunicação e Sustentabilidade da Vivo.

A iniciativa também buscou levar a discussão para além da adoção de novas ferramentas, abordando como pessoas e organizações pretendem trabalhar, criar e se relacionar com a tecnologia nos próximos anos.

Mulheres ainda são minoria na inteligência artificial

A diversidade na construção das tecnologias também esteve entre os temas abordados.

Segundo dados apresentados no material, estudo da Interface, realizado a partir da análise de aproximadamente 1,6 milhão de profissionais de inteligência artificial em diferentes países, aponta que mulheres representam 22% dos talentos globais de IA. Nos cargos executivos seniores relacionados à tecnologia, a participação feminina fica abaixo de 14%.

Outro levantamento citado, o relatório Gender Parity in the Intelligent Age 2025, do World Economic Forum, mostra uma evolução na presença feminina entre profissionais que indicam competências de AI Engineering.

Em 2018, mulheres representavam 23,5% desse grupo. Em 2025, o percentual chegou a 29,4%.

Apesar do avanço, os dados indicam que os homens continuam sendo maioria, cenário que reforça a discussão sobre quem participa do desenvolvimento e das decisões relacionadas à inteligência artificial.

Tecnologia com perspectiva humana

A curadoria do “Útopia” foi desenvolvida pela Gravidade Zero. A consultoria trabalha o conceito de utopia como ferramenta para imaginar cenários que ainda não existem e, a partir deles, identificar possibilidades de transformação no presente.

Para a Vivo, a iniciativa também se conecta ao propósito de “Digitalizar para Aproximar”, que orienta a abordagem da companhia sobre conectividade e tecnologia.

Com o encontro, a marca busca ampliar a discussão sobre inteligência artificial para além das capacidades técnicas das ferramentas, colocando também em pauta diversidade, participação e as escolhas humanas envolvidas na construção dos próximos avanços tecnológicos.

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