As marcas como produtoras de mídia e entretenimento foi o tema explorado por Martha Terenzzo, diretora da Inova 360, na sua palestra do Social Media Week deste ano. A profissional com experiência de 30 anos em marketing e inovação falou sobre o contexto de mudança da comunicação, que parte do entendimento dos hábitos e na influência da tecnologia na criação desta nova dinâmica de consumo de conteúdo.

Esta nova forma de olhar para o consumo reflete para as marcas em uma responsabilidade maior na sua comunicação, como lembrado por Martha.

O excesso de conteúdo também foi abordado, já que tudo fica obsoleto muito rápido. A executiva salientou a inserção das marcas em uma “economia de atenção”, fenômeno descrito pelo economista Herbert Simon na década de 70. A expressão foi aproximada ao excesso de notícias que vivemos atualmente e o quanto ele causa uma erosão na atenção por parte de quem lê. Para Terenzzo, “se as marcas tem um papel, é de entender que a atenção não está à venda”.

Foi-se o tempo que publicidade por intrusão era o bastante para captar consumidores, neste ambiente ganha consumidor (que não aceita mais ser interrompido) e marcas que entenderam que as publicidades atuais agem de forma permissiva: “Não dá mais para falar de atributos ou naquela família de comercial de margarina, isso funcionou, não funciona mais”, defendeu Martha.

Agora entra storytelling, informações, entretenimento, experiência, ferramentas que tornam um cliente em fã da marca, não mais consumidor apenas, como pontuou a professora.

Para finalizar, Martha Terenzzo deixou um questionamento: “O que nós, como produtores de conteúdo podemos entregar para as marcas sem interrupção?”. Palpites?

 

 

 

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