Curvas de juros, baixas consideráveis nos índices e incertezas caracterizaram o cenário econômico e contribuíram para onda de nervosismo que amedronta o mercado global. Dados negativos sobre o desempenho da Alemanha, maior economia da Europa, e da China, segunda maior do planeta, são responsáveis pelo medo de uma possível recessão mundial, a situação do ‘Brexit’ também é um fator relevante. Em meio ao cenário caótico, o Brasil também apresentou dados preocupantes, o dólar superou a marca dos R$ 4 e o real teve um dos cinco piores desempenhos em uma lista de 33 divisas globais.

Segundo o consultor de marketing estratégico, Thiago La Torre, a nuvem cinza do mercado tem efeito direto sobre as pequenas e médias empresas (PMEs) que, segundo ele, costumam aplicar estratégias precipitadas. “Em relação ao marketing, em momentos de crise as empresas tendem a adotar duas estratégias distintas: cortar custos de exposição ou intensificar ações promocionais que visam “aumentar” as vendas. Ambas estratégias estão erradas”, conta o especialista.

“Cortar custos, mesmo sendo recomendado em momentos de recessão, se feito em demasia, pode desnutrir a empresa. Intensificar as ações promocionais, não adianta de nada se o consumidor não está disposto a consumir”. Segundo Thiago, as ações promocionais se intensificaram no último ano, o que não está de acordo com o perfil das novas gerações, “As novas gerações são mais imunes a propaganda e as marcas ainda não sabem lidar com isto”. Millenials e Geração Z juntos representam aproximadamente 63% da população global, com base na análise da Bloomberg dos dados das Nações Unidas.

O consumo é a principal variável do PIB, e é esse o foco. Segundo a MB Associados, estima-se que a desaceleração da economia global pode tirar 0,1 a 0,2 ponto percentual do Produto Interno Bruto neste ano. Contudo, a recessão não tem caráter onipresente, alguns nichos sempre se mantém nos interesses de consumo e é nisso que Thiago La Torre aposta. “Ao contrário do que o público possa imaginar, não são somente as categorias básicas de sobrevivência que se mantém. As marcas devem estar atentas às tendências de consumo, e adaptar ou direcionar seus produtos e serviços para atender estas demandas melhor do que a concorrência”, afirma o consultor.

Através de um retrato dos últimos 10 anos por Big Data é possível notar uma predileção por um estilo mais caseiro e focado no sensorial: comida, bebida, esportes e lazer passaram a ganhar destaque no interesse do público nos últimos anos. Apesar do tempo em que as pessoas ficam online aumentar a cada ano, isso já dá sinais de reversão, entre os interesses em baixa estão os computadores e eletrônicos, comunidades online e jogos. O único ponto fora da curva neste sentido é o aumento de interesse em notícias que pode ser explicado pela conjuntura política atual.

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