Adidas traz atleta trans em nova campanha

Adidas traz atleta trans como protagonista em nova campanha

Tifanny Abreu, a primeira atleta transgênero da Superliga de Vôlei, foi a escolhida para estrelar a campanha “Nothing is impossible” da Adidas

Na campanha global “Impossible is Nothing”, a Adidas destaca seu novo posicionamento, de que nada é impossível e de que o esporte pode transformar vidas. A campanha mostra a trajetória de vários artistas e atletas que superaram o “impossível”.

As histórias são contadas numa série de vídeos, que tem como principal estrela a Beyoncé. Além dela, participam atletas como o francês Paul Pogba, o jogador Mohamed Salah, Siya Kolisi, o primeiro capitão negro do time de rugby da África do Sul, e representando o Brasil, a jogadora de vôlei Tifanny Abreu.

Na legenda do vídeo da campanha dedicado à Tifanny, a Adidas deixa uma mensagem que reforça o motivo pelo qual a atleta foi escolhida para a campanha: “Nada é impossível para Tifanny Abreu. Mulher trans. Atleta profissional. Tifanny viu as possibilidades no impossível. E você, que possibilidades vê?“.

Trajetória de Tiffany

Em 2017, Tifanny Abreu fez história ao se tornar a primeira atleta trans a competir por um time feminino no Brasil. O jogo causou polêmica dentro e fora da quadra, já que tanto jogadoras quanto torcedores criticaram Tifanny pela participação.

A atleta era acusada de levar vantagem em relação às outras por ter nascido do sexo masculino, o que na verdade, não implica em melhores condições para competir. Tifanny mantém os níveis de testosterona em 0,2 nanomol por litro de sangue, valor permitido pelo Comitê Olímpico Internacional (COI), pela Federação Internacional de Voleibol (FIVB) e pela Confederação Brasileira de Vôlei (CBV).

Apesar das críticas carregadas de preconceitos, e, muitas vezes, transfobia, Tifanny não desistiu da carreira de atleta e se tornou a primeira mulher transsexual a competir numa partida oficial da Superliga Feminina Brasileira de Vôlei.

Mas, vale ressaltar que o caminho para chegar a esse feito não foi nada fácil. Durantes anos, a atleta atuou em times masculinos de vôlei na Europa e até na Superliga. No entanto, depois de se curar de uma depressão, Tifanny buscou o processo de transição de gênero e foi atrás da carreira no vôlei feminino. Confira o vídeo de Tifanny para a Adidas:

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