DO NORTH BY NORTHWEST AO SOUTH BY SOUTHWEST
De uma homenagem a Hitchcock a um painel sobre IA e criatividade humana no SXSW EDU 2027, confira como fugir dos clichês corporativos e saiba como apoiar a participação brasileira no festival em Austin
27.08.2026

Descobri que o nome South by Southwest foi criado por Louis Black, um dos fundadores do festival, como uma brincadeira com North by Northwest, lançado no Brasil como Intriga Internacional. Sim, parece só um trocadilho espertinho. Mas, vamos olhar melhor: existe ali uma pequena dica de branding cultural.
Hitchcock fez um filme sobre deslocamento, perseguição, identidade trocada e movimento constante, com Cary Grant atravessando os Estados Unidos tentando entender em que história foi parar. O SXSW, de alguma forma, também sempre foi isso: um evento onde música, cinema, tecnologia, marcas, educação, arte e negócios correm uns atrás dos outros, trombam, se confundem e, às vezes, encontram uma direção nova.
O mais interessante é que o nome copia a atmosfera do filme, onde o que precisa ser descoberto ainda está por vir. Assim, “South by Southwest” não quer ser uma conferência tradicional. Ele quer ser uma rota de fuga para um público que busca o novo. E talvez essa seja a genialidade: um festival sobre futuro escolheu nascer de uma referência clássica do cinema e não tentou parecer moderno usando palavras como inovação, disrupção, tech ou trends. Lógico que, para ir tão longe na referência, é preciso conhecê-la. Mas acredito que esse público tenha assistido ao clássico.
O conceito do SXSW na comunicação corporativa
Na comunicação corporativa, a gente vive esquecendo disso. Tentamos explicar demais, empacotar demais, deixar tudo didático, seguro, aprovado por um comitê. E é isso que deixa a comunicação corporativa chata. Porque as marcas, os eventos e as ideias que permanecem costumam carregar um certo mistério por trás.
Assim, um nome bom é um convite para uma aventura. É por isso que o SXSW funciona tão bem: porque ele carrega uma narrativa compactada. O festival foi criado em Austin, em 1987, e foi se expandindo até virar esse grande cruzamento global entre negócios e criatividade.
E é aqui que essa história deixa de ser apenas uma curiosidade sobre Hitchcock e vira um pedido pessoal. A minha apresentação foi selecionada para o PanelPicker do SXSW EDU 2027, justamente dentro dessa lógica de cruzamento entre criatividade humana, design de comunicação, educação e inteligência artificial.
A proposta nasceu do método que nós da MonkeyBusiness desenvolvemos há quase duas décadas criando apresentações profissionais, animações criativas e vídeos corporativos: transformar ideias complexas em experiências mais claras, visuais, interessantes e memoráveis. Para muitos clientes, essa capacidade colocou a MonkeyBusiness entre as melhores empresas do Brasil em comunicação corporativa criativa. E agora temos a chance de levar um pouco desse método brasileiro para Austin.
O PanelPicker é a plataforma oficial em que a comunidade ajuda a escolher parte da programação do SXSW e do SXSW EDU. A votação comunitária vai até o dia 23 de agosto de 2026, e qualquer pessoa com interesse no evento pode votar criando uma conta gratuita e clicando no ícone de coração da proposta.
Ou seja, no melhor espírito hitchcockiano, eu também estou tentando chegar ao meu destino no meio de uma trama improvável: sair de São Paulo, passar pela MonkeyBusiness, atravessar a inteligência artificial, a educação, o design, a criatividade e, quem sabe, pousar em Austin.
Se essa ideia também fizer sentido para você, vote na minha apresentação no PanelPicker e me ajude a colocar uma conversa brasileira sobre criatividade humana e IA no palco do SXSW EDU 2027.
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