Marco Franzolim
COLUNISTA

Marco Franzolim

"Marco Franzolim é publicitário, professor, fundador, CEO e Diretor Criativo da MonkeyBusiness, um dos primeiros estúdios criativos especializados em apresentações, vídeos e animações no Brasil com quase 20 anos de vida. Referência em storytelling corporativo e comunicação visual, já transformou a forma como mais de 2 mil empresas apresentam suas ideias de maneira criativa e audiovisual, em cerca de 7 mil trabalhos para mais de 10 países. Apaixonado por comunicação corporativa, cinema e inovação em marketing, Marco compartilha como criatividade e estratégia podem andar juntas para gerar impacto real nos negócios. É também palestrante e colunista com mais de 700 artigos sobre criatividade, comunicação, motion design e audiovisual."

Posts de Marco

Opinião

O trailer do trailer e a vitória da ansiedade

O cinema inventou o trailer para nos fazer querer assistir a um filme. A internet inventou o trailer antes do trailer para nos fazer querer assistir ao trailer. Parece piada, mas é uma das imagens mais precisas para quem gosta de cinema: um vídeo de um minuto e meio, já feito para condensar duas horas de narrativa em impacto, agora precisa abrir com cinco segundos de explosões, frases de efeito e cortes rápidos em cima de batidas graves de bateria para convencer alguém a não fugir antes da promessa começar. Assim, quando até a prévia precisa de prévia, estamos vivendo no momento mais ansioso para nos comunicarmos

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Opinião

wabi-sabi e O erro que falta à inteligência artificial

A filosofia japonesa do wabi-sabi nos ensina que existe beleza no irregular, no gasto pelo tempo, no pequeno desvio que denuncia presença humana. Já a inteligência artificial, ao contrário, parece ter nascido com uma obsessão ansiosa pela perfeição: texto redondo demais, imagem lisa demais, apresentação polida demais, ideia segura demais. O resultado é curioso: quanto mais a IA tenta criar sem falhas, mais produz uma estética sem atrito, sem cicatriz, sem assinatura. E, para marcas que precisam ser lembradas, talvez esse seja o maior perigo: não parecer ruim, mas parecer igual

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Opinião

isso não é uma camisa

Enquanto boa parte das seleções chega à Copa do Mundo vestindo degradês baseados nas cores de sua bandeira, grafismos aerodinâmicos e discursos de “garra” fabricados pela mesma empresa, a Bélgica entrou em campo carregando um museu nas costas. A nova camisa reserva para 2026 homenageia René Magritte e traz, discretamente, a frase “Ceci n’est pas un maillot”: isto não é uma camisa

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Opinião

tinha um CTA no meio do jogo

Existe uma diferença enorme entre chamar o público para agir e interrompê-lo para resolver um problema seu. Esse dilema das marcas aparece claramente nas transmissões da Copa do Mundo pela CazéTV em um detalhe incômodo: a todo momento, pede-se like na live, inscrição no canal, compra da camiseta oficial, leitura de QR Code, engajamento, adesão, clique. Mas a pergunta que deveria vir antes de qualquer CTA é simples: por que alguém faria isso agora, no meio de um jogo da Copa? O público não entrou ali para ajudar a meta do canal. Entrou para ver a bola rolar

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Opinião

wabi-sabi e O erro que falta à inteligência artificial

A filosofia japonesa do wabi-sabi nos ensina que existe beleza no irregular, no gasto pelo tempo, no pequeno desvio que denuncia presença humana. Já a inteligência artificial, ao contrário, parece ter nascido com uma obsessão ansiosa pela perfeição: texto redondo demais, imagem lisa demais, apresentação polida demais, ideia segura demais

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Opinião

quem acredita em ia?

Uma cena editorial abstrata e provocativa sobre perda de confiança em conteúdos de IA: uma grande tela digital exibindo uma imagem hiper-realista perfeita demais, com rostos artificiais, luz plástica e detalhes levemente distorcidos, enquanto uma pessoa observa desconfiada à distância

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