Todos adotaram a novidade das lives para suas vidas, seja você um consumidor, dono de uma marca, um fã ou artista, esse é um dos melhores modos de se comunicar durante o confinamento. Diante desse cenário, podemos até pensar: E se não tivéssemos as lives? O que faríamos? E é por isso que a ClapMe, empresa pioneira em Live Streaming no Brasil, tem funcionado neste momento oportuno para a área.

Desde o começo da quarentena a empresa foi responsável por mais de 100 lives de celebridades, como dos cantores Lucas Lucco, Manu Gavassi e a da dupla sertaneja Fernando e Sorocaba, a primeira produção multiplataforma. 

Nós conversamos com o Celso Augusto Forster, CCO da ClapMe, e ele nos mostrou um pouco mais sobre como está sendo esse momento no mercado, a evolução desse novo modo e as expectativas do Live Streaming após a pandemia. Além disso, pudemos conversar com o CEO da ClapMe, Filipe Callil, onde ele ilustra melhor como funciona a produção de uma live. Confira a matéria: 

ADNEWS – O ClapMe tenta interagir com seu público através de uma linguagem mais jovem, qual é a importância da identidade da marca nas redes?
Celso Augusto Forster:
Usar a linguagem mais atual, não necessariamente jovem, é uma forma de fortalecer a identidade da nossa marca e criar identificação com nosso público – que vai das marcas e agências, passando por artistas e seus fãs.

AD – O ClapMe é uma empresa recente no mercado, que desde sempre apostou nas lives, correto? Hoje, com a atual situação, o que essa mudança radical significa para vocês?
Forster:
Pelo fato de termos sido pioneiros no streaming no Brasil, no início da década, conseguimos transformar nosso knowhow (em tecnologia e produção) em negócios. A experiência e conhecimento adquiridos permitiram que estivéssemos prontos para esse momento, onde quase 80% de nossa operação se tornou remota.

AD – Em questões de números e métricas, como está sendo a procura pelo ClapMe?
Forster –
Temos um formato de relacionamento com o mercado em que levamos propostas moduláveis de produção de conteúdo, para agências, marcas e artistas. Conteúdo live ou gravado. Pode ser para as redes sociais ou em plataforma própria e customizável (muito conhecidas atualmente como “ott”s). Tivemos um aumento expressivo na procura por lives, principalmente remotas. E também para a criação de plataformas com ambientes customizáveis (com opção de acesso restrito e/ou pago).  

AD – Após a fase do isolamento, o ClapMe acredita que as lives ainda serão bastante utilizadas pelas marcas?
Forster –
Sem a menor dúvida. A utilização do formato live pelas marcas vem crescendo de forma expressiva, principalmente desde 2016. Ano a ano a live foi sendo disponibilizada e hoje está em praticamente todas as plataformas e redes (Instagram, Facebook, Youtube, Twitter, Linkedin etc.). Por ser um formato de alto impacto e engajamento se torna atrativo para as marcas.

AD – Em sua visão, existia uma diferença em produzir uma live antes da pandemia?
Forster –
As exigências e cuidados para realizar uma boa live são os mesmos, com imagem, cena e áudio. O que mudou foi a urgência dessas produções e atuar com equipes extra enxutas, e parte remota.

AD – Em sua visão, como está sendo inseridas as publicidades nas lives? Esse é o melhor momento para as marcas?
Forster –
O momento é bastante propício às marcas para fortalecerem sua presença multiplataforma. Desde as inserções mais simples de vídeo, como GCs e vinhetas, QR codes, até interações com os artistas ou no roteiro da ação (ou programa). Sempre buscando boa adequação e contextualização.

ADNEWS – Qual é a dica que você poderia dar para a produção de uma live, desde o planejamento até a gravação? 
Filipe Callil 
– Comece a fazer do jeito que dá, com a estrutura que dá. O ClapMe começou fazendo lives com webcams e, hoje, fazemos com grande infraestrutura. Mas aprendemos a fazer com o mínimo.
O mais valioso em uma live é a informação, o conteúdo que está sendo gerado e transmitido, ou seja, comece pela qualidade de roteiros/informação. Fique atento aos detalhes que interferem no resultado final, como câmera na altura dos olhos, luz sempre na frente da pessoa e atrás da câmera, evitar roupa xadrez, a cena/ambiente com poucos elementos. Invista em infraestrutura somente depois.
E se achar que esta muito complexo para seu conhecimento no momento, chame a gente que estamos disponíveis para ajudar em seu projeto.