A Mulher na Janela

A Mulher na Janela: por que o filme não agradou à crítica?

Após longa espera, “A Mulher na Janela” chegou à Netflix, mas logo de cara o filme não agradou à crítica. Confira se vale a pena assistir!

O novo filme da Netflix, A Mulher na Janela, estreou à poucos dias, mas já é o novo sucesso da plataforma de streaming. Logo após a estreia, o longa assumiu a primeira posição do Top 10 da Netflix no Brasil. Porém, embora o lançamento seja um sucesso, o filme não agradou maior parte da crítica.

A Mulher na Janela é um remake do aclamado Janela Indiscreta (1954), de Alfred Hitchcock, ambos os filmes são baseados na obra de A. J Finn, de mesmo nome do lançamento da Netflix. Contudo, ao contrário da obra de Hitchcock, embora acerte em poucos momentos, o remake de 2021 falha em diversos aspectos ao adaptar o livro.

Pouco antes da estreia, portais que reúnem críticas de jornais renomados e do público em geral, como Rotten Tomatoes, já divulgavam resultados extremamente negativos. Atualmente, o longa possui uma aprovação de 26% para os críticos, enquanto para o audiência geral, o número fica em 39%. Vale ressaltar, que para um filme ser considerado muito bom na plataforma, os números devem estar acima de 75%.

Foto: Divulgação/Netflix

Elenco e direção de “A Mulher na Janela”

A Mulher na Janela conta com um elenco repleto de estrelas. Iniciando pela talentosa Amy Adams como protagonista, o filme também conta com Gary Oldman, Anthony Mackie, Jennifer Jason Leigh e Julianne Moore no elenco. Enquanto a direção do filme fica por conta de Joe Wright. O roteiro do suspense, por sua vez, é assinado por Tracy Letts.

Enredo

De acordo com a sinopse disponibilizado pela Netflix: “Anna Fox mora sozinha em uma casa que um dia abrigou sua família feliz. Separada do marido e da filha e sofrendo de uma fobia que a mantém reclusa, ela passa os dias bebendo vinho, assistindo filmes antigos e conversando com estranhos na internet. Quando uma nova família se muda para a casa do outro lado do parque, Anna fica obcecada por aquela vida perfeita. Até que certa noite, bisbilhotando com sua câmera, ela vê algo que muda tudo.”

Embora a premissa do filme seja promissora, o desenrolar da história deixa a desejar em diferentes aspectos. A princípio, descobrimos que a protagonista possui agorafobia, um transtorno psicológico e que conversa constantemente com uma voz em sua mente.

Anna está há 10 meses trancada em casa, e fica a maior parte do tempo acariciando seu gato, tomando vinho e ingerindo seus remédios. Além disso, a personagem gosta de assistir “Janela Indiscreta”, de Alfred Hitchcock. Este último detalhe pode ser considerado uma homenagem para o filme de 1954 do grande Hitchcock.

Quando chega o Halloween, Anna se vê obrigada a abrir a porta para atender os meninos do bairro e acaba desmaiando. Contudo, ela é atendida rapidamente por Jane Russell, a mãe de uma família que havia acabado de se mudar para a casa do outro lado da rua. Aos poucos surge uma amizade inesperada para Anna, mas a protagonista se reserva a ficar a maior parte do tempo em frente sua janela.

Enquanto observava a família de sua mais nova amiga, Anna nota que o pai da família, Alistair, é uma pessoa agressiva. Porém, o maior perigo só chega quando Anna vê Alistair ameaçar Jane com uma faca. A partir daqui a história vai de mal a pior.

Foto: Divulgação/Netflix

Por que o filme não agradou à crítica?

Na maior parte do tempo, “A Mulher na Janela” foca em ser um suspense com um grande mistério a ser revelado. Mas, o “grande mistério” é revelado de forma apressada e não é surpreendente o suficiente, sendo confuso para um espectador entediado com uma trama que não empolga. Vale ressaltar, que Anna é apresentada de forma superficial inicialmente e leva um tempo para que se conheça um pouco mais da personagem. Em outras palavras, é comum o público não demonstrar empatia o suficiente por Anna.

Além disso, em algumas cenas o filme insere uma sequência de enquadramentos e efeitos que lembram Halloween (1978), mas ao contrário do clássico filme de terror, essas cenas (como por exemplo, quando Anna assiste o assassinato de Jane) não funcionam aqui.

Por fim, em sua última cena, o filme desvaloriza toda a dificuldades enfrentadas por Anna, enquanto agorafóbica. Em suma, nem a estrela Amy Adams (com seis indicações ao Oscar) é capaz de salvar “A Mulher na Janela”, que acaba sendo monótono e entediante na maior parte do tempo.

Confira o trailer de “A Mulher na Janela”:

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