Seja em casa, no trabalho ou no trânsito, por meio de diferentes plataformas, o brasileiro dificilmente vive sem música, pois ela consegue retratar as mais diversas sensações, marcando momentos, lugares e pessoas. A forma de consumí-la mudou com o passar dos anos, e cada localidade possui suas particularidades quando o assunto é o gosto musical de seus habitantes. A agência de pesquisa de mercado e inteligência Hello Research acaba de divulgar mais uma etapa do projeto Hello Monitor Brasil que mostra o gosto musical de quem mora nas cinco regiões do país.

O sertanejo é isoladamente o gênero mais ouvido pelos brasileiros em 2019. Quando questionados sobre que gêneros costumam ouvir, seis em cada dez pessoas afirmam ouvir o gênero, enquanto que 29% têm o sertanejo como estilo musical preferido, mesmo dividindo o espaço na playlist com outros. Além do sertanejo, geralmente as pessoas escutam, em média, três gêneros musicais, e a lista é completa pela presença da MPB que ocupa a preferência de 46% dos entrevistados, e do gospel (43%).

Mas há importantes diferenças regionais. Em seu berço, o Centro-Oeste, o sertanejo reina, tendo a adesão de 87% dos ouvintes, sendo 60% mulheres. Em outras localidades brasileiras o estilo também possui grande aceitação. No Sul, 64% dos ouvintes priorizam escutar este tipo de música, enquanto que no Sudeste é o gênero preferido de 55% dos entrevistados pela agência de pesquisa. Já no Norte perde a liderança para o gospel (52%) com metade de seus ouvintes sendo do sexo feminino. No Nordeste a MPB é soberana na preferência popular com 68%, sendo 46% mulheres. Entre homens e mulheres a única diferença é que eles apreciam menos música religiosa, cujos ouvintes tem a maior média de idade e menos usam aplicativos como o Spotify. Entre os outros estilos comuns aos brasileiros, alguns ficaram de fora do pódio, segundo a pesquisa Hello Research. É o caso da música pop (ouvida no Sul por 36% dos entrevistados), rock (ouvido no Centro-Oeste por 33% dos entrevistados), samba e pagode (estilo preferido de 24% dos entrevistados no Sudeste), forró (grande aceitação no Nordeste) e eletrônica (ouvido no Centro-Oeste por 21% dos entrevistados).

O pop é mais ouvido entre os que tem até 34 anos e depois volta a ser significativo entre os mais maduros (45+ anos), sendo pouco representativo entre os que possuem baixa escolaridade e possuem o hábito de consumir música pelo celular, usando frequentemente plataformas como Youtube, Spotify e Google Play Music.

A música eletrônica é mais ouvida entre os homens, estes escolarizados e a maior parte com ensino superior. Ouvem muito mais música no smartphone que no rádio, e são os mais conectados em apps de música.

No caso do samba/pagode, ele é mais consumido por pessoas até 44 anos que ouvem mais música no smartphone do que no rádio e se rendem menos a outros gêneros. Tal resistência só pede para quem curte gospel.

De acordo com o executivo responsável pelo projeto Hello Monitor Brasil, Dorival Mata-Machado, a indústria está passando por um momento chave, a população brasileira está “envelhecendo”, ao mesmo tempo em que a tecnologia de ouvir música está se renovando. O desafio para reter clientes é oferecer conteúdo equlibrado entre jovens e pessoas maduras engajadas em consumir música todo dia. O profissional completa ressaltando ser indispensável aos veículos que oferecem música com conteúdo reforçarem seus mecanismos de retenção de ouvintes, de forma que haja um maior equilíbrio entre jovens e pessoas maduras engajadas em consumir este tipo de produto.

A Hello Research realizou 1230 entrevistas pessoais e domiciliares em 75 municípios das cinco regiões brasileiras. Os resultados apresentam margem de erro de 3% para mais ou menos.

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