Na quarta-feira, (25), a Incentivando Esportes, em parceria com a BDO, realizou um debate sobre o papel do Branding na construção de marcas no mercado esportivo, dividido em quatro painéis. o evento teve presença de grandes nomes como Kévin Chevalier com passagens por Globo e ESPN, e Daniel Mourão que obtém 15 anos de experiência no UFC.

Confira o bate-papo com Carlos Aragaki, sócio da aérea de Esportes total da BDO, e Pedro Fagundes, sócio da Incentivando Esportes:

Falem um pouco sobre o evento

Carlos Aragaki – A BDO tem uma área determinada apenas de esporte, então sempre desenvolvemos várias atividades ligadas ao esporte, principalmente o futebol que é o nosso carro-chefe, por toda a questão de faturamento etc. E, todavia, nós sempre demos destaque a outros eventos esportivos, e a partir disso o tema é debatido com o público aqui, e o tema de hoje, (25), foi o de branding.

Pedro Fagundes – Quando idealizamos a parceria, foi para trazer outra gama de possibilidades, o mundo do esporte não é só o futebol, entendemos que é o carro chefe do Brasil, mas entendemos que tem outras possibilidades, no evento debatemos o futebol feminino, UFC, falamos bastante de rúgbi e futebol americano. A ideia da parceria é trazer essas possibilidades, falamos de e-Sports que é um mercado que vem crescendo bastante. Então é trazer a visão de que não é só futebol, podemos entrar em outras particularidades e escolher o que mais lhe atende.

 

Por ter o Flamengo no e-Sports ajuda no crescimento da marca?

Pedro – Falamos muito de associações com o futebol e as outras atividades, fortalece muito, porque é um público de massa, então a associação da marca com a modalidade, ajuda muito. Você faz a associação com o que representa o Flamengo, essa nação que é o Flamengo. Assim como associar uma marca que patrocina o Flamengo no e-Sports. Você lida com a paixão, então já tem o amor pelo o time, que é fazer a conexão com a modalidade, assim como é no basquete entre outras modalidades.

Carlos – E você não pode perder esse público, porque hoje o público tem sido maior que do estádio de futebol. Então não se pode ignorar esse torcedor, se o cara torce pelo Flamengo, ele não vai torcer apenas para o futebol.

 

O futebol feminino teve um engajamento muito grande com as mídias sociais. Como lidar com isso?

Pedro – É uma quebra de paradigma. Acompanhei muito a Copa do Mundo de Futebol Feminina pelas redes sociais, porque em determinado momento, não conseguia saber os resultados dos jogos, e seguia as jogadoras e sabia um pouco como tinha sido.

É você se renovar todos os dias e tomar muito cuidado com isso, você não pode esquecer o tradicional, mas tem uma base muito grande de pessoas que já vêm com esse know-how de tecnologia. O Guaraná fez uma ação antes e durante a Copa com as meninas e foi um boom que todos ficaram chocados, já que nunca se tinha feito uma ação só focada para o futebol feminino, ainda mais no Brasil que ainda é bastante masculino. Precisa arriscar e ser ousado, não pode ficar apenas no tradicional, vai dar certo ou errado, e com o errado aprender para se tornar um futuro acerto.

 

Tudo no Brasil é muito caro, como trazer o consumidor para a marca?

Pedro – É um trabalho muito árduo. Porque hoje o esporte não concorre apenas com o esporte, concorremos com o cinema, teatro, shows ou até as plataformas de streaming que faz o consumidor sair menos. Então temos que ter um bom produto, de qualidade, uma estrutura que a pessoa possa ir tranquilamente a esse lugar, porque você tem que convence a ir esse lugar, ou comprar dentro das possibilidades na sua casa. E trabalhar as ferramentas necessárias para que desperte a paixão.

Por exemplo, há seis anos, eu não consumia nada de futebol americano, fui impactado, e hoje consumo. Teve uma relação. Eu falo muito como são os relacionamentos: você começa a conhecer a pessoa, a entender ela, entende os pontos positivos e negativos, e escolhe se vai seguir ou não. E isso é uma conquista, porque essa paixão tem que ser alimentada sempre.

 

Quais as ferramentas mais usadas no esporte?

Pedro – Usamos muito as mídias sociais, elas difundem muito que queremos passar, não tem como fugir. Hoje por exemplo, o atleta é uma ferramenta de divulgação, sendo o produto do time que ele que joga, se ele for trabalho, é uma ferramenta. Ele tem sua rede social e muitas vezes vamos buscar informação no perfil dele. A mídia social, o atleta e as afinidades dele com o público, são as ferramentas importantes quando você faz conexões.

 

 

 

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