As lives estão tomando conta das ‘time lines’ de todas as redes sociais e causando ainda mais visualizações e curiosidade sobre o que rola por dentro delas. Seja uma live de um artista cantando, seja um executivo falando sobre crise ou até mesmo uma live caseira, o que sabemos é que o engajamento vem sendo muito maior. A nova comunicação ‘ao vivo’ retornou à moda antiga, anteriormente, nas televisões, o destaque eram as programações ao vivo – geralmente programas de auditório com plateia. Hoje, esta plateia está confinada em casa devido a uma pandemia que afronta o mundo todo, mas graças a instantaneidade das redes sociais ainda é possível se entreter com as programações feitas na hora.

No início pode até parecer um passatempo, mas a nova sensação da internet traz algumas ressalvas que fazem parte da reconstrução econômica de muita gente. A inserção de marcas e patrocínios nas lives acabam sendo pagas para os influenciadores ou celebridades, mas o que temos visto ultimamente são os shows solidários que reúne o conteúdo para o público e a possibilidade de doações para as causas relacionadas a todas as vítimas do vírus.

A acessibilidade e a forma de fazer conteúdo ficou mais fácil, ou seja, não precisa ser uma celebridade influente para fazer uma live. “Esses acontecimentos provaram como qualquer cidadão comum pode ser um produtor de conteúdo.”, diz Vinicius Taddone, empresário e especialista em Marketing Digital. E uma oportunidade para se tornar, de repente, um nano-influenciador, como o Gleidistone Silva, influenciador no Instagram. “Este momento de isolamento fez com que muitas pessoas que antes tinham vergonha de se expor na internet fossem forçadas a explorar novas possibilidades por meio das redes sociais.”, diz o influencer. E a recomendação é que quem não queria sair do mapa dos seguidores é que façam as suas lives! “Agora, até mesmo as mais tímidas estão fazendo LIVES e entendo esse movimento como “a lei da sobrevivência.”, completa Taddone.

Segundo a Isabela Ventura, CEO da Squid, empresa especializada em marketing de influência, as lives vem para aproximar as pessoas e mostrar que todos nós temos problemas, durante o nosso dia-adia somos iguais. “As lives permitem uma aproximação do público […]  O creator hoje está mostrando algo que nunca vimos antes.”, comenta Isabela sobre o comportamento dos criadores de conteúdo que estão mostrando a sua verdadeira realidade. “Não há tantos feeds perfeitos como antes, e sim, mostrando mais a humanidade das pessoas […]  Hoje estou vendo pessoas, de pijama, sem corte de cabelo, mostrando a rotina em casa. Estão mostrando a realidade e isso é mais alcançável para a audiência, mostrando que no final das contas, somos todos humanos passando pela mesma dificuldade.”, conclui ela.

Fato é que, por enquanto, muitos estão curtindo e se adaptando às lives, mas talvez não seja um novo modo de entretenimento após o término da quarentena. “Com certeza haverá uma queda no número de LIVES, pois as pessoas voltarão às suas rotinas anteriores. No entanto, vejo como uma grande oportunidade para os departamentos de marketing e agências de publicidade manterem ativas estas práticas de divulgação, profissionalmente.”, explica Taddone.