Entrevista: Danielle Paulino, diretora comercial da 2A1 Cenografia, explica sobre licenciamento e projetos da empresa

Companhia esteve presente na Expo Licensing Latam, em São Paulo

2a1 Cenografia, líder no mercado de cenografia com licenciamentos exclusivos de corporações internacionais, esteve na Expo Licensing Latam, em São Paulo, nos dias 27 e 28 de agosto, com um lounge exclusivo para expositores, oferecendo espaço para café, reuniões e descanso. Para relacionar a ideia à empresa de cenografia, cada ambiente da casa retratou o processo criativo e de desenvolvimento das ações da 2a1 envolvendo apenas personagens licenciados. Toda a caracterização do local vem das referências da feira de licenciamento de Las Vegas (EUA), e irá contar com um personagem diferente representado em cada ambiente. Confira a entrevista na íntegra com Danielle Paulino, diretora comercial da 2A1 Cenografia: 

Conte um pouco sobre a 2a1

A 2a1, hoje, tem 20 anos de existência. Começamos fazendo exposição fotográfica para shopping, sempre trabalhamos com shopping. Após as exposiçōes, começamos a criar cenários, como ainda não tinham licenciamento, eram cenários proprietários, com personagens e layout nossos. Ao longo dos anos o shopping foi mudando o perfil e o público começou a exigir um pouco mais das empresas de cenografia, atualmente as pessoas exigem uma experiência completa que é ter uma imersão das coisas que assiste e gosta, e começamos a licenciar, apesar de ter alguns projetos próprios, hoje, a maioria são licenciados para conseguir atender a demanda do consumidor do shopping que é o consumidor final.

 

Comente sobre o licenciamento

Primeiro, começa com bastante networking e confiança, as marcas não entregam o personagem para qualquer pessoa. Os licenciadores confiam no nosso trabalho, porque realmente queremos entregar uma experiência de qualidade para o cliente.

Segundo, fazemos uma pesquisa sobre as marcas que vão vir, o que achamos que será sucesso, e apostamos. Então, um ano antes, começamos a frequentar as feiras de licenciamento, tanto fora quanto aqui, essa é a maior que acontece no Brasil, até por isso que temos lounge, porque fazemos um networking muito bacana com o pessoal da feira. E com isso, começamos a comprar o direito de uso do personagem, criamos o espaço, passando por todas as aprovaçōes e depois a venda final e a montagem.

 

Por ser a maior empresa de cenografia, como fazer essa curadoria e escolher o personagem certo e fazer parceria com as empresas?

É pesquisa. Até hoje, tivemos algumas apostas ruins, mas foram poucas. Precisamos ficar um pouco à frente, entender o momento atual e seguinte, uma pesquisa do momento seguinte. Por exemplo, hoje a moda é o Hotel Transilvânia, mas precisamos estar antenados no que está por vir, então, é um trabalho de assistir bastante coisa, as vezes assistir com as crianças, já que o nosso consumidor final é a família e a criança. É o estudo constante do que está por vir, para entender quais são as licenças que vão ser relevantes para o próximo ano.

E como é lidar com um personagem que estoura em pouco tempo?

A nossa ideia é essa, apostar em um personagem que não é muito conhecido, mas que em enquanto estamos construindo o projeto e esperando aprovação, ele comece a ter sucesso. A pesquisa é justamente para isso, apostar em um personagem que pode chegar no auge da fama. E hoje o shopping tem o fluxo dele, sempre fila no estacionamento, no restaurante, o consumidor pode não comprar, mas está no momento de entretenimento, então, o shopping busca personagens que tragam esse fluxo. O legal do trabalho é isso, pegar um personagem que ninguém acreditava e ele estourar.

 

Como lidar com as mudanças no mercado, como o crescimento do público geek e de games?

Antigamente, a demanda nos shoppings era sempre para eventos infantis e pré-escolares, porque sabemos que é a mãe que leva, mas hoje, sabemos que tem um público geek e que se o shopping tem esse momento, ele vai fazer uma visita e prestigiar o espaço. Para o ano que vem, estamos criando eventos específicos para esse público, Pac-Man, por exemplo, faz 40 anos, vamos ter um evento especial, então, temos um evento direcionado para esse público, mas também que tenha atividades para a família.

 

Quais são os projetos para o Natal?

Tem Turma da Mônica que sempre tivemos, mas agora com o boom do filme conseguimos colocar um projeto novo. Temos um projeto novo com a Nickelodeon, estamos trabalhando com o mundo Nick inteiro, sabemos que tem uma identificação muito grande com criança, geek e adulto. A Nick é uma marca que acaba trazendo muita nostalgia. E os projetos que sempre tivemos, Madagascar, Os Pinguins de Madagascar, Os Smurfs, Shrek, todos os clássicos dentro do Natal.

 

E como é agregar esses personagens ao Natal sem tirar o papai Noel?

Em São Paulo, temos cerca de 60 shoppings relevantes, as pessoas acabam indo no que estão acostumadas, o mais perto de casa ou do trabalho, se você procurar uma decoração tradicional, não precisa trocar de shopping. A diversidade é bom para todos, o papai Noel continua no shopping, você faz uma foto com ele, isso é a tradição, mas você acaba deslocando as pessoas um pouco. Quem tem filho sabe que no final do ano tem Natal tradicional do shopping que você frequenta, mas sabe que tem o Natal de Os Pinguins de Madagascar, por exemplo, que você e seu filho adoram e vai em outro shopping fazer a visita. É agregar o personagem ao Natal sem deixar as tradiçōes natalinas.

 

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