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Estudo de Oxford não liga problemas de saúde mental à tecnologia

A pesquisa realizada pela divisão de Ciência Psicológica Clínica da Universidade de Oxford não encontrou relação entre doenças mentais nos jovens e o uso de tecnologia

Em janeiro desse ano, foi publicado um estudo do Education Policy Institute, que indicava o uso excessivo de redes sociais como um dos fatores prejudiciais a saúde mental dos adolescentes. No entanto, uma novo estudo, desenvolvido pelo Oxford Internet Institute, teve resultados contrários aos divulgados no primeiro.

O artigo da Universidade de Oxford, de maio de 2021, mostra que os estudos revelaram uma baixa associação do uso da tecnologia aos níveis mais elevados da maioria dos problemas de saúde mental, exceto pela depressão.

A pesquisa examinou os efeitos da tecnologia em relação a saúde mental em três amostras, nos Estados Unidos e Reino Unido. Os participantes avaliaram seus próprios sentimentos usando perguntas definidas com respostas em escala móvel. Além disso, eles foram questionados sobre o quanto usam as redes sociais ou dispositivos móveis.

Resultados

Foram comparados diferentes tipos de uso de tecnologia: ver TV, mídia social e uso de dispositivos, aos sentimentos de depressão, tendências suicidas e problemas comportamentais. Uma pequena queda na associação entre depressão e uso de mídia social e assistir TV, de 1991 a 2019 foi encontrada. Apesar disso, o uso da mídia social foi mais fortemente associado a problemas emocionais,

O co-autor do estudo, Professor Andrew Przybylski, declarou em entrevista a BBC, que o estudo não encontrou grandes diferenças entre o impacto da mídia social e a saúde mental em 2010 e 2019. Portanto, não é possível dizer que pessoas menos felizes estão usando as redes sociais, mas sim que a conexão entre as duas coisas não está se tornando mais forte.

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