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Fim do uso de cookies da Google pressiona mercado a rever publicidade digital

O Google anunciou que vai acabar com o uso de cookies de terceiros no Chrome até 2022. Agora cabe aos anunciantes se adaptar, mas como? confira:

Há anos a Google vem prometendo acabar com os cookies de terceiros no Chrome, e agora empresa deu a previsão que vai cumprir a promessa até 2022.

A ideia é aumentar a privacidade do internauta, que vem cada vez mais cobrando as empresas e autoridades sobre essa responsabilidade.

A Big Tech já vinha limitando a coleta e o uso de dados em vários de seus serviços, assim como outras empresas como a Apple e Firefox. Mas a nova medida da Google representa um impacto maior na adaptação do mercado publicitário.

De acordo com o Statcounter, a empresa detém mais de 60% de participação de mercado no mundo, sendo fundamental para o mercado publicitário. Além disso, o Google não criará ou usará novos tipos de identificadores de usuários, como era esperado pelo mercado.

Já para o Google, considerando o grande número de plataformas e fontes de receita na empresa, a decisão não impacta no seu lucro.

Novos caminhos para a publicidade digital

É claro que essa mudança proposta pelo Google tem suas consequências, principalmente para o setor de publicidade online – onde a companhia é dominante. Até então, o cookie funciona para as empresas como uma forma de transitar informações que pudessem estar associadas a características de um suposto indivíduo, e com isso criar uma série de analise para saber a melhor forma de anunciar.

No entanto, se por um lado, essa mudança vai prejudicar a entrega de mídia, principalmente nos seus formatos mais invasivos, como retargeting (tecnologia que localiza, através do cookie, uma pessoa que já visitou o seu site e tenta impactá-la novamente). Por outro, vai privilegiar a conexão das marcas com os consumidores, o storytelling e outras inovações, como o Contextual Targeting.

A Contextual Targeting é a tecnologia que permite analisar e interpretar em tempo real o conteúdo que o usuário está navegando, e assim entregar um anúncio com a melhor adequação possível.

Um dos líderes nessa tecnologia é a DynAdmic, uma hub de vídeo digital referência em estratégias de segmentação e branding. A empresa conecta anunciantes a audiências qualificadas em todo o Youtube, app e aos maiores publishers impactando mais de 450 milhões de usuários únicos por dia.

Para a CEO Latam da DynAdmic, Valérie Behr, é difícil mensurar o impacto econômico que essa decisão do Google terá nos anunciantes, mas há solução e cabe ao anunciante perceber a melhor forma de se adptar.

“Quando falamos das plataformas do Google, temos várias ferramentas diferentes. A média de conversão é diferente para cada plataforma específica. O search tem uma taxa de conversão maior do que a programática e o Google Ads. Tudo depende dos objetivos e formatos utilizados”, analisa Valérie.

Além disso, os anunciantes precisam reconhecer que a mudança é positiva no âmbito dos consumidores que estão preocupados com a segurança dos seus dados, as mudanças precisam acontecer.

“Mercado não é estático e permanece quem se reinventa e se adapta”, afirma Valérie

Valérie completa dizendo que o anunciante está sujeito as mudanças da gigante da tecnologia, uma vez que se as normas não forem respeitadas, o anunciante não consegue comprar mídia no Google, e, como a empresa é líder de mercado no Brasil, é importante se adaptar para ser parceiro.

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