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CCXP23, maior evento de cultura pop do Brasil, serviu de palco não somente para quadrinistas e cineastas, mas também para momentos de transformação que celebraram a diversidade cultural e racial. Durante o dia 3 de dezembro, último dia do evento, o médico e agora comunicador Fred Nicácio, a jornalista Karine Alves, a rapper Karol Conká e o ator Jean Paulo Campos subiram aos palcos à convite do Projeto Negritudes Globo.

O projeto, que também conta com nomes como Lázaro RamosTaís Araujo e Maju Coutinho, aborda narrativas negras em busca do autodesenvolvimento, revelando os desafios e as glórias por trás das carreiras de sucesso de pessoas pretas.

Diante de uma plateia avassaladora que lotou o Palco Omelete by Banco do Brasil, a equipe do Adnews testemunhou de pertinho as experiências compartilhadas por essas personalidades que são símbolos de resistência e luta. Além de histórias de vida, eles falaram sobre momentos de dificuldade e superação, metas alcançadas e triunfos, reforçando a importância do empoderamento dos negros.

O bate-papo, que incluiu a exibição de vídeos exclusivos para o evento, ofereceu uma visão mais aprofundada da jornada de cada um deles. Um dos momentos mais importantes foi quando Karol Conká, que passou por um período difícil em 2021 por conta de sua polêmica participação no reality show Big Brother Brasil (BBB), compartilhou sobre o crescimento pessoal que as experiências negativas podem proporcionar às pessoas. Ela destacou a importância da terapia para a saúde mental, encorajando todos que estavam presentes a considerarem essa prática como essencial.

Além da rapper, o ator Jean Paulo Campos, ovacionado pelo público da CCXP (nos incluímos aqui) por conta de sua interpretação marcante como Cirilo na novela Carrossel, transmitida pelo SBT, comentou a exibição de uma cena da novela Vai Na Fé, da Globo, na qual o personagem Yuri, também interpretado por ele, foi acusado injustamente de um crime. O ator abordou a importância de discutir injustiças sociais em um ambiente como a CCXP e compartilhou como foi interpretar essa cena delicada, revelando que, ao contrário do que muitos imaginavam, não foi difícil para ele se aprofundar nesse papel, porque os sentimentos e as angústias que somente uma pessoa negra enfrenta estavam presentes em suas experiências pessoais.

O ator concluiu sua fala ressaltando a importância de ter metas na vida para permitir constantes redescobertas, assim como Nicácio, que exerceu a Medicina por anos, mas atualmente, está se redescobrindo como comunicador, utilizando até alguns jargões jornalísticos durante a conversa, mostrando que sempre é tempo de se reinventar.

Com muito estilo, reflexões profundas, e é claro, muita negritude, os quatro finalizaram sua participação no evento com honrarias, exaltando uns aos outros e celebrando personalidades negras icônicas para a cultura pop brasileira que inspiram não somente eles, mas também a nossa equipe, que se une ao discurso em prol de um futuro onde todos possam ser vistos, respeitados e escutados por sua essência, independentemente da cor, orientação sexual ou quaisquer outras características.

* Com a supervisão de Jéssica Bitencourt

 

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