Recentemente o Banco Central lançou a nota de R$200 que deu o que falar na internet e até para o mercado publicitário. Agora foi a vez do Greenpeace lançar uma nova moeda. A organização criou uma cédula de R$2,3 milhões em protesto protesto virtual, afim de alertar sobre as queimadas no bioma brasileiro que é considerado a maior planície alaga do mundo.

O número da cédula simbólica representa o “real valor do descaso com o meio ambiente”, e a quantia faz referência à toda a área em hectares que já foi consumida pelo o fogo no Pantanal até agora, que já é o maior índice de incêndios em florestas brasileiras, do período entre janeiro e setembro, dos últimos 10 anos.

“É devastador observar o quanto o Brasil está em chamas e vamos pagar uma conta muito alta por isso. Precisamos urgentemente de medidas efetivas de curto, médio e longo prazo para combater e prevenir o desmatamento e as queimadas. Não são apenas nossos biomas queimando, mas também a nossa economia e o nosso futuro”, afirma Cristiane Mazzetti, porta-voz de florestas do Greenpeace.

A nota apresenta o desenho de uma onça-pintada que realmente foi resgatada do Pantanal, no Parque Estadual Encontro das Águas e encaminhada para a ONG Nex No Extinction, em Corumbá (GO). O animal teve as patas atingidas com queimaduras de segundo grau em um dos locais de incêndio. Além da onça-pintada, o verso da nota é composto pela efígie da República com o rosto chamuscado pela fuligem da queimada, e usando uma máscara, em referência à pandemia do coronavírus.

A ação desenvolvida pela GUT, também está levantando para engajamento nas redes sociais a hashtag #NotadoPantanal. Em nota o diretor executivo de criação da Gut, Bruno Brux, afirma: “as notas do Real trazem sempre uma espécie brasileira ameaçada de extinção e desta vez fizemos referência a um ecossistema inteiro que está em risco.”