Monetização do streaming e a publicidade: novas formas de gerar lucro

Monetização do streaming e a publicidade: novas formas de gerar lucro

Digitalização do consumo e nova era do audiovisual unem publicidade e TV Conectada em torno do mesmo objetivo: explorar o enorme potencial de rentabilização do streaming

O que antes era visto como um monopólio da Netflix se transformou em um cenário de ampla concorrência envolvendo grandes estúdios pelo maior número possível de assinaturas para seus próprios serviços de streaming. Um efeito colateral do boom desse segmento, com o surgimento de novos players, pode ser visto no recente anúncio da plataforma, dando conta da perda de assinantes. Para especialistas, esse é um sinal de que esse mercado começa a ser pressionado a buscar novas formas de monetização.

É justamente aí que a publicidade se fortalece como alternativa viável para ampliar a rentabilidade desses novos canais digitais de conteúdo. Mas as chances de conversão dos anúncios digitais no streaming de vídeo podem ser maiores em conteúdos mais nichados, classificados em determinadas categorias ou destinados a um público específico. Isso porque eles permitem que os anunciantes mapeiem seu público e entendam de forma mais assertiva quais produtos e serviços oferecer. 

Um exemplo é a Rakuten Viki, plataforma líder de streaming 100% focada em conteúdo asiático e com presença global, inclusive no Brasil. Segundo uma pesquisa do Ministério da Cultura, Esportes e Turismo, o Brasil é o terceiro país do mundo que mais consumiu doramas (séries de TV produzidas em países asiáticos) no período da pandemia da Covid-19. A plataforma da Rakuten chegou até a elencar os 10 doramas favoritos dos brasileiros – o primeiro lugar ficou com o sul-coreano “Beleza Verdadeira”.

Essa grande audiência pode ser muito bem explorada pelos anunciantes. A TV Conectada (CTV) permite a entrega eficaz de novos formatos de publicidade que utilizam anúncios interativos. Até mesmo o uso de QR Codes está entre essas possibilidades. De acordo com um estudo da Nielsen, 59% dos espectadores respondentes costumam escanear os QR Codes exibidos em propagandas na CTV.

A predileção do consumidor pelo streaming é outro fator-chave que justifica o investimento em anúncios nesse meio. No Brasil, mais da metade (56%) dos espectadores já priorizam o video on demand em detrimento da TV aberta, segundo um levantamento da Rakuten Advertising. E o consumo desse serviço não para de crescer. Um relatório da plataforma Conviva apontou um crescimento de 10% em minutos assistidos no streaming apenas no primeiro trimestre de 2022.

No Brasil, o mercado mostra um grande potencial de desenvolvimento, com um público altamente engajado. Por aqui, segundo a Rakuten Advertising, 81% dos espectadores nacionais se recordam do anúncio até 24 horas após o contato com a propaganda no streaming. O mesmo percentual se repete na conversão gerada após o impacto, já que 81% dos brasileiros compram ou compram ocasionalmente um produto ou serviço pesquisado após verem algum anúncio no video on demand.

É dessa forma que o streaming cria oportunidades de mercado para marcas e anunciantes, estabelecendo uma relação de benefício mútuo com a publicidade. Enquanto marcas têm oportunidade de mapear seu público com uma entrega mais propensa à conversão, a TV Conectada encontra novas formas de gerar lucro para além do modelo de assinaturas – que hoje já dá sinais de vulnerabilidade.

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