Chegamos ao final de mais um ano e o setor do Live Marketing continua na luta para colocar em pauta temas sensíveis que faz com que os empresários fiquem preocupados e atentos ao movimento, principalmente, dos clientes.

Esse foi um ano em que muito se discutiu a questão do compliance, por exemplo, que vem se transformando em um marco na forma como se situar. Isso acontece porque as agências estão preocupadas com as questões ligadas às concorrências onde são chamadas em algumas circunstâncias, até dez agências o que torna o processo antiprodutivo. Outro ponto sensível é a questão dos prazos de pagamentos. É recorrente agências assegurando que há clientes que pedem até 180 dias para pagar honorários e despesas. A verdade é que agência não pode ser financeira de cliente. Isso tem que acabar o mais rápido possível. Essa é uma violência comercial que estamos assistindo no mercado.

Assim, se por um lado o compliance busca definir as regras de conduta contra desvios éticos, morais e corrupção, por outro é primordial expandir a pauta para que as relações do mercado de Live Marketing saiam do canibalismo e se tornem sustentáveis.

Embora se faça imperativo a discussão, a temática do compliance é nova e o mercado brasileiro ainda está aprendendo a lidar com essas estruturas internacionais grandes, que visam a organização de condutas nos negócios e relações entre empresas dos mais diversos segmentos. Adotar estas ideias é uma medida sem volta, já que se trata de uma necessidade que atende a ética e a moral necessária para negociações sadias e justas.

Fica evidente que nesse ano que se inicia as marcas, agências ou outras empresas que desenvolvem atividades comerciais no país devem adotar medidas de compliance no seu cotidiano para não sofrer e encarar muitas dificuldades para lidar com as negociações.

Por isso, as agências e fornecedores do Live Marketing precisam se atentar para o fato de terem que desenvolver uma agenda séria de trabalhos visando manter a ética, a sustentabilidade e a moral em todas as suas atividades e relacionamentos.

É essencial combater quaisquer desvios de conduta. É preciso pensar nos mecanismos para não deixar que as relações clientes e agências se contaminem. É essencial pensar em uma relação sustentável, onde o serviço e a criatividade sejam devidamente pagos sem estrangular o budget, os fornecedores e toda a cadeia envolvida.

Ao mesmo tempo, para serem respeitadas, as agências devem agir com transparência no desenvolvimento dos trabalhos e manter uma relação de confiança com os clientes, criando uma sincronia entre o desejo das marcas e o resultado criativo. Quando clientes e agências trabalham em sintonia, todos ganham e o valor ético se torna cada vez mais presente no ambiente dos negócios.

Dessa maneira, é possível concluir que não há espaço para quem busca vantagens além das negociações sérias e transparentes. Assim, agências, fornecedores e clientes precisam se manter alertas e trabalhar em conjunto para combater práticas predatórias, desalinhadas aos princípios de valor que os agentes do Live Marketing defendem. No fundo, todos querem as mesmas coisas, respeito, bom ambiente de trabalho e reconhecimento. É para isso que devem trabalhar. E desse modo, a expectativa de todos deve ser no sentido de fazer de 2020 um ano onde todos esses princípios se desenvolvam de maneira clara.

É necessário que o universo do Live Marketing e demais categorias sociais, políticas e econômicas insiram em seu DNA tais condutas. Assinar Termos Anticorrupção obviamente é uma atitude importante, mas de nada adianta se clientes, agências e fornecedores não mudarem o mindset.

 

Por Sergio Sanches – Publisher da Revista Live Marketing

 

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