Oscar perde audiência, mas marcas insistem em anunciar na premiação mesmo com queda na audiência

Oscar perde audiência, mas marcas insistem em anunciar na premiação

Empresas desembolsam cerca de US $ 2 mi por 30 segundos no Oscar, mesmo após quedas no número de telespectadores

Com as questões trazidas pela pandemia e os atrasos nas produções cinematográficas, premiações transmitidas pela televisão, como o BAFTA e o Oscar, se tornaram menos atraentes do que em outros anos. Ainda assim, empresas de alta relevância, como a Expedia, Verizon e Cadillac, investem em campanhas de marketing dentro do evento.

A principal razão é que programações como o Oscar e eventos esportivos, conseguem atingir audiências muito maiores do que a grade comum da televisão. Além disso, ao anunciar numa premiação, as marcas alcançam um grande número de pessoas de uma só vez, algo que não conseguiria com a publicidade em streamings, por exemplo.

Declínio das premiações

As premiações já apresentavam queda na audiência em anos anteriores à chegada da pandemia. O Grammy 2020, que aconteceu uma semana antes dos EUA entrar em lockdown, foi o quarto menos assistido da história do evento. Em 2021, o público foi menor do que a metade do ano passado, atingindo apenas 8,8 milhões de espectadores.

Assim como o Grammy, o Globo de Ouro desse ano sofre com uma queda de 63% da audiência em relação ao de 2020, que já havia atingido a menor pontuação em oito anos. O evento do Oscar não se diferencia dos demais, visto que perdeu quase metade do público em apenas quatro anos e no ano passado teve uma audiência 20% menor do que a de 2019.

Anunciar em premiações ainda valerá a pena?

As expressivas quedas na audiência das premiações que passam na televisão não são veredito para responder à pergunta. Além do mais, a ABC não promete aos anunciantes um determinado número de telespectadores, e, portanto, não pode ser cobrada pela entrega da publicidade a um público menor do que o de anos anteriores.

Em entrevista ao AdAge, Carrie Drinkwater, diretora de investimentos da Mediahub, declarou que anunciar nos eventos ainda pode ser atraente pelo tipo de público que os assistem.

Drinkwater ainda acrescentou que o público menor pode não ser um problema e de que é necessário pensar em métricas diferentes. “Talvez não estejamos alcançando a mesma quantidade de pessoas, mas estamos alcançando as pessoas certas?”, analisou.

Anunciantes visam “momento cultural” do Oscar

A Expedia, empresa de viagens e tecnologia, fez uma pesquisa que apontou que os seus clientes viajam pelos momentos culturais que podem ser vividos e declarou que eventos como o Oscar, levam a experiência cultural a eles quando estão em casa.

Assim como a Expedia, a companhia de telecomunicações Verizon, que anuncia pela quarta vez consecutiva no Oscar, também acredita que as atribuições culturais do evento se relacionam com a publicidade da empresa.   De acordo com Andrew McKechnie, diretor de criação da Verizon, uma das crenças da instituição é contar as histórias dos clientes e da marca, como é feito no Oscar.

Esse conteúdo foi traduzido e adaptado do portal AdAge, leia o texto original em: //adage.com/article/media/why-brands-arent-giving-tv-awards-shows-just-yet/2329501

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