Out Of Home: A Mídia que se Reinventa e movimenta cerca de R$ 5,5 bilhões ao ano

OOH é a Terceira fonte de investimentos do mercado publicitário.

Out Of Home: A Mídia que se Reinventa e movimenta cerca de R$ 5,5 bilhões ao ano

A mídia out of home (OOH), conhecida como a publicidade "fora de casa", não apenas resistiu aos desafios impostos por legislações como a Lei Cidade Limpa, que restringiram a poluição visual em metrópoles como São Paulo, mas se reinventou e hoje é uma força motriz no mercado publicitário brasileiro. Longe da imagem de mera exibição de outdoors, o setor se modernizou com tecnologia e criatividade, consolidando sua posição entre os três principais destinos de investimento publicitário no país.

Crescimento Sólido e Relevância Econômica

Dados do painel Cenp-Meios, do Fórum da Autorregulação do Mercado Publicitário (Cenp), revelam o protagonismo do OOH. No primeiro semestre de 2024, o segmento movimentou cerca de R$ 1,18 bilhão, representando 11,2% de todo o investimento em publicidade no Brasil. Em 2023, sua participação já havia chegado a 10,8%, mais que dobrando em relação a 2019 (4,1%), e a tendência de alta se mantém. O primeiro trimestre de 2025 registrou um aumento de 8% nos investimentos, segundo o Cenp-Meios.

Mas a influência do OOH vai além dos números do mercado publicitário. Um levantamento da Tendências Consultoria mostra que o setor, que movimenta cerca de R$ 5,5 bilhões anualmente, é um importante gerador de impacto econômico. Para cada R$ 1 milhão investido em mídia exterior, são gerados R$ 835 milhões no PIB, com R$ 298.891 destinados a salários e R$ 77.701 em arrecadação de impostos. Essa cadeia produtiva inclui desde fornecedores de insumos e gráficas até fabricantes de LED, empresas de software e agências. A instalação de painéis, por exemplo, pode criar em média 20 novos empregos, e a receita gerada por licitações de mobiliário urbano, como abrigos de ônibus, reforça a receita das cidades. Em 2023, o Rio de Janeiro arrecadou mais de R$ 1 bilhão com contratos desse tipo.

“Do ponto de vista tecnológico, a digitalização dos inventários tem sido um divisor de águas. O DOOH (Digital Out of Home) permite personalização, dinamismo e uma conexão em tempo real com o público. Junto a isso, a compra automatizada via mídia programática amplia ainda mais o alcance e a eficiência das campanhas, oferecendo segmentação por geolocalização, horário, perfil e comportamento. Claro, esse futuro exige adaptação. O ambiente está mais regulado, mais digital e mais exigente. Por isso, as empresas que desejam continuar crescendo nesse setor precisam investir em três pilares: criatividade especializada, tecnologia de gestão e veiculação, e parcerias estratégicas com quem entende o meio em profundidade.” Afirma Andrea Weiss, diretora executiva da ABOOH, a Associação Brasileira Out Of Home, em entrevista para o Adnews.

Andrea ainda ressalta que a legislação de municípios para o OOH provoca uma uma virada no modelo tradicional da publicidade exterior, tornando o cenário mais moderno e sustentável.

“ Longe de enfraquecer a publicidade Out of Home, essa transformação impulsionou uma verdadeira revolução criativa e tecnológica na forma como as marcas se conectam com o espaço urbano. Com essa nova realidade, empresas e anunciantes passaram a investir em alternativas mais inteligentes, integradas e socialmente relevantes.”, afirma.

Este cenário de inovação e consolidação será um dos temas do 'OOH Summit Brasil', um evento previsto para 2026, em São Paulo.

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