Tem momentos que nos chocamos com a sociedade, como algo assim pode acontecer ainda em pleno século XXI? Por mais bárbaro que seja, precisamos falar do assunto, até porque deixar algo assim acontecer e deixar de se pronunciar causa um sentimento de revolta interna. Nesta sexta-feira, 7, o vídeo da confusão que envolve Matheus e um homem branco, morador de um bairro nobre, acabou chamando a atenção e dispersando revolta em todo mundo. 

Tudo teria começado após o entregador ter solicitado que o morador fosse buscar seu pedido na porta do condomínio, o usuário teria perdido a cabeça e exigido que Matheus entrasse no condomínio e entregasse sua comida na porta de sua casa. Não bastou muito tempo para que Matheus passasse a ser humilhado pelo usuário e diminuído por seu trabalho de motoboy e por sua pele negra. 

Matheus se pronunciou e disse que seu trabalho era essencial para este momento que o mundo vive, e garante que faz mais de 25 entregas por dia e, consequentemente, seriam mais de 25 pessoas longe das ruas, ajudando assim, o isolamento social. Antes da gravação, o agressor cuspiu e jogou a ‘nota de entrega’ do restaurante, ressalta o próprio entregador, em entrevista para Luciano Huck.  

O vídeo viralizou e indignou todo mundo, assim, em pouco tempo o assunto já estava entre os mais comentados do país, no Twitter.  

 

 

Durante o vídeo, é possível ver o quanto o homem tenta humilhar o entregador. ‘Você sabe o que vai acontecer com o seu futuro? Desempregado. Esse negócio de motoboy… Você trabalha de motoboy. Você tinha que ser assim lá na favela, seu moleque’, disparou o agressor. 

‘Você tem inveja disso aqui, fio’, grita o homem e mostra as casas de alto padrão ao redor. ‘Você não tem nem aonde morar’, e chama o entregador de ‘moleque’, pela segunda vez. No vídeo, ainda vemos um terceiro rapaz que tenta apaziguar as coisas, mas o morador segue ofendendo o entregador, que jpa alegava ter acionado uma viatura da polícia. ‘Eu pedi pra ele sair fora e ele não quer sair fora!’.

A Rappi, após a repercussão, mencionou as outras startups de entrega, como o iFood e o Uber Eats, que também se posicionaram e pretendem se unir para identificar o homem suspeito de racismo e tomar as providências.

 

 

“A Rappi repudia todo ato de discriminação e vai buscar contato com o Matheus para prestar apoio e orientação jurídica. Estamos em busca das informações do usuário que, de acordo com a nossa conduta, deverá ser banido da plataforma”, disse a Rappi, em nota.