Na indústria, algo até então inimaginável tornou-se possível e todos trocaram os palcos e grandes plateias pelas transmissões através da internet.

A ordem da economia e do mercado, em constante transformação, tem sido acelerada e testada pela pandemia, seguida de quarentena. Para continuidade de muitas atividades profissionais, mudanças nos processos de trabalho foram fundamentais.


Shows viram lives

Na indústria da música, algo até então inimaginável tornou-se possível e artistas trocaram os palcos e grandes plateias pelas transmissões de shows através da internet. As lives de música dominaram o mundo, encantaram o público que está em casa e milhões de pessoas puderam acompanhar seus artistas preferidos graças aos profissionais de captação, produção e transmissão de vídeos, responsáveis pelo “livestreaming” que chega à sua casa.


Agora, todo dia é dia de live (mas elas começaram 1999)

“Live de música é o que está mais em alta. Já fizemos mais de 100. Desde abril, a WT1 vem fazendo lives todos os dias, incluindo sábados e domingos. Em média, pelo menos, 2 ou 3”, nos conta Adriano Grandi, CEO da WT1, agência digital de soluções de streaming e conteúdo que trabalha com o propósito de viabilizar projetos criativos e ajudar a construir conteúdo de vídeo relevante, que já está no mercado há mais de 25 anos. “Fomos precursores do streaming no Brasil em 1999. Não passamos a fazer live porque a WT1 já as produz há mais de 20 anos. Hoje, a forma de fazer é que mudou”, acrescenta.


Mochilink, custo benefício e a nova infra dentro e fora de casa

Por ser um dos poucos formatos de comunicação com o público, neste momento de “todos em casa”, os artistas correram atrás das produtoras especializadas em promover lives. O mercado se mexeu para buscar melhores preços e formatos de entrega e as grandes estruturas, de cenários caríssimos, deram lugar à criatividade e bom senso, com captações menores que nos antigos eventos. A WT1, por exemplo, batizou de “virtual live” os “mochilinks” que são mochilas com chips de várias operadoras, e outras ferramentas, usados para transmissão do material que é captado pelas câmeras, com qualidade e em ambiente exterior. “A gente tem recebido contato, especialmente, da indústria da música. Montar cenário, captação de áudio e estrutura de câmera e switcher, em situações normais, custa caro. Agora, toda essa estrutura é montada dentro ou fora de casa”, esclarece o CEO da WT1.


Segurança contra o covid-19

Além da parte técnica, que deve estar redonda, existe também a preocupação com o contágio pelo covid-19. “A forma de trabalhar mudou porque não podemos mais ter contato e nem fazer aglomeração. Tudo em função do vírus, né? Agora, nós podemos fazer transmissões ao vivo, de qualquer lugar, tomando os cuidados necessários, sem ninguém dentro dos nossos estúdios, como antigamente”, explica Grandi. “Somos mais uma força que se soma à construção de ideias e à vontade de realizar o melhor para cada marca e projeto. Nosso time é multidisciplinar, experiente e criativo. Isso nos torna capazes de acompanhar as mudanças que a tecnologia e o cenário de pandemia nos impõem”


Imprevisibilidade do “ao vivo” e os memes

Mas o “ao vivo” pode ser imprevisível e nem sempre dá certo, mesmo se for bem produzido. Ao longo desse período de lives, o público que estava ligado se deparou com muitas quebras nos padrões de produção, dificuldades entre os mediadores, além de problemas técnicos e surpresas do acaso. No último dia 9 de junho, a Internet viralizou vídeo do que seria a live do cantor sertanejo Flavio Brasil. Ao entrar em cena, montado em uma charrete, o sertanejo foi surpreendido por seu “cavalo desobediente” que roubou as atenções. Confira a ‘Live mais rápida do mundo’, aqui:


Eventos sem público para segundo semestre

O presencial faz muita falta no dia a dia das produtoras, mas como a incerteza ainda paira no mundo, talvez, o que todos desejam não se concretize por um bom tempo. A consequência é que eventos e produções virtuais tornem-se cada vez mais profissionais e cautelosos. “Eu tenho conversado muito com todos os meus clientes, e algumas agências também, sobre os eventos que estão previstos para acontecer a partir de julho e todos estão sendo projetados para ser sem público. Estamos pensando em fazê-los de forma remota ou com equipe muito reduzida, só produção”, nos antecipa Adriano.


Nova forma de produzir comerciais e coletivas de imprensa

Mas além das lives de shows, outros produtos e eventos de comunicação também estão ganhando novos formatos. São os casos dos comerciais de tv e das coletivas de imprensa. “Tivemos um case, com uma produtora de cinema, para um comercial divulgando a Oi Fibra durante a pandemia. A gente viabilizou o comercial com recursos técnicos e online. Fizemos captação remota dos atores, pré-produção, conversa com os artistas e comunicação entre diretores até a gravação. A finalização, claro, foi feita na outra produtora.” exemplifica. Outro case importante e desafiador foi a coletiva de imprensa encomendada pela gigante de streaming, Netflix, para a produção brasileira “Coisa mais linda”. A WT1 capturou online as atrizes Maria Casadevall, Pathy de Jesus, Fernanda Vasconcellos e Mel Lisboa, dentro de suas casas e divulgou somente para um grupo seletivo da imprensa.

Outra live do Netflix que foi realizada pela WT1,  para divulgar os novos episódios do seriado 1″3 reasons why”, os atores Brandon Flynn, Alisha Boe e Christian Navarro participaram de uma live na página oficial de 13 reasons why no Facebook:

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