Saudades de um show presencial, né meus filhos? Neste mês de outubro, algumas regiões não só em São Paulo, mas em todo Brasil, passaram para a fase verde, onde algumas atividades foram liberadas, como cinemas, museus, teatros e eventos com lotação máxima de até 200 pessoas. Mas, você já está se sentido seguro para sair de casa com sua família? Além disso, em um futuro próximo, como funcionará os shows de música, por exemplo? Mesmo depois da pandemia, as live shows ainda vão funcionar? 

Mesmo com um futuro incerto, os especialistas do mercado tentam se adiantar e imaginar como será o momento de seus negócios após constantes mudanças. Nós, do ADNEWS, conversamos com Gui Marconi, sócio e diretor de conteúdo da Diverti, para entender como foi esse período onde a demanda para produções e transmissões ao vivo cresceram, quais foram as lições durante esse período inédito para o mundo. Além disso, Marconi nos conta como foi produzir grandes eventos sertanejos, como o Circuito Brahma Live e a Arena de Barretos. Confira agora a entrevista com Gui Marconi: 

ADNEWS – Logo no início da pandemia, como foi para a Diverti conseguir dar conta de toda a demanda proposta pelas marcas, principalmente pela Brahma? A Diverti estava pronta para esse ‘boom’ em live streaming ou teve que adaptar de forma rápida?
Gui Marconi: Estamos sempre prontos! Transferimos logo no início da quarentena e em poucos dias, nossa estrutura de eventos para criação e produção de conteúdos digitais, colocando de pé o Circuito Brahma Live e a maior parte das lives que aconteceram no país. Contamos com um time extremamente criativo, engajado, resiliente e ágil e apresentamos novos formatos a todo momento.

 

AD – Qual foi a importância para a Diverti de participar do Circuito Brahma Live? Como foi produzir o Circuito? E quais foram os ensinamentos que as centenas de lives proporcionaram para vocês?
Marconi: A Diverti se uniu mais uma vez à Ambev para o desenvolvimento de uma plataforma de conteúdo inovadora por meio do projeto “Circuito Brahma Live”, que nasceu da plataforma de eventos que juntas realizam há mais de 10 anos. Aprendemos muito nessa onda de entretenimento exclusivamente digital e entendemos hoje que formatos híbridos prevalecerão e evidenciarão o valor da experiência presencial e o alcance da mensagem no digital. 

 

AD – Ainda no início da pandemia, o consumo de transmissões ao vivo se superava cada vez mais. Hoje, naturalmente, o público que está em casa já não assiste as lives com tanto fervor. Como a Diverti pensa em manter o público em casa entretido?
Marconi: O público busca entretenimento em casa, na rua e em qualquer lugar. A Diverti se propõe a entregar conteúdo relevante sempre, quando, como e onde quer que seja.

 

AD – Você acredita que as lives vão continuar funcionando e alcançando um grande público no pós-pandemia?
Marconi: Assim como o evento físico passará por importante evolução, as ações digitais, como as lives, também sofrerão alterações, se desenvolvendo e apresentando novos formatos. Ainda há muito a ser explorado dentro deste novo universo.

 

AD – Qual é o papel dos influenciadores neste período das lives?
Marconi: Os influenciadores são parte fundamental do plano de comunicação em todos os nossos projetos e durante a pandemia foram parte fundamental do processo, tanto para a conscientização da população, quanto para awareness das lives.

 

AD – Você acredita que o mercado da música, inclusive o sertanejo, pode mudar após este período de lives?
Marconi:
As transmissões nacionais reforçaram a importante relação do brasileiro com a música e quebraram recordes globais no YouTube, com destaque para o protagonismo do sertanejo. Acredito que o mercado entende agora o poder e o valor da música e do entretimento.

 

AD – Como a Diverti pensou em seus patrocínios e ativações durante este período de pandemia? Além do trabalho com a Brahma, vocês tem algum case que também deu muito certo?
Marconi: As lives se transformaram no principal canal de comunicação para as marcas neste período. Tivemos experiências distintas e muito interessantes com grandes marcas como a AME Digital, que fez com a gente dezenas de lives e arrecadou alguns milhões de reais por meio de sua plataforma e com o incentivo do cash back.