Casa Branca estreia no TikTok em meio a ameaça de banimento nos EUA
Casa Branca lança conta no TikTok, mas ele não ia ser banido dos estados unidos?
O fim dos logos imutáveis chegou. E isso pode ser uma das melhores coisas que aconteceu ao design em décadas.
Adnews
15.07.2025
Por: Isabella Fowler
Imagine uma marca que muda de cor conforme o humor do usuário, que se adapta ao contexto cultural de cada país ou que evolui visualmente baseada em dados em tempo real. Isso não é ficção científica – é o branding líquido, uma revolução silenciosa que está redefinindo como as marcas se apresentam ao mundo. Enquanto empresas gastavam fortunas para criar logos "eternos" que durassem décadas, uma nova geração de marcas descobriu algo revolucionário: a consistência não precisa significar rigidez. Pelo contrário, pode significar uma adaptabilidade tão inteligente que a marca se torna mais reconhecível justamente por sua capacidade de transformação.
O Google foi pioneiro nessa revolução silenciosa. Seus doodles diários transformaram um simples logotipo em uma plataforma de storytelling global. Cada dia, milhões de pessoas interagem com uma versão diferente da identidade visual da empresa, mas jamais questionam se aquilo é realmente o Google. A essência permanece, a forma se adapta. A Warner Bros. levou isso ainda mais longe. Seu novo sistema visual permite que o icônico escudo se transforme completamente – mudando cores, texturas e estilo para combinar com o conteúdo que representa. É uma identidade visual que respira junto com a narrativa da marca. Spotify personalizou essa experiência: gradientes dinâmicos que se adaptam ao gosto musical de cada usuário, criando um desdobramento de sua identidade visual única para cada pessoa. Não é mais uma marca falando para milhões, são milhões de versões personalizadas da mesma essência. Não é muito inteligente? Mas nem tudo são flores nessa evolução. A década de 2010 nos trouxe uma epidemia de simplificação que homogeneizou o design a níveis preocupantes. Logos de startups de tecnologia se tornaram indistinguíveis – círculos coloridos, tipografias sans-serif, gradientes previsíveis. Marcas abandonaram suas identidades com fortes storytellings acreditando que o “minimal” seria uma aposta certeira. O Instagram abandonou sua câmera Polaroid nostálgica por um gradiente genérico. A Airbnb criou um símbolo tão abstrato que virou até “meme” nas redes sociais. A funcionalidade venceu a personalidade, e o resultado foi uma paisagem visual monótona onde nada se destaca. Essa homogeneização revelou uma verdade desconfortável: quando todos tentam ser diferentes da mesma maneira, todos se tornam iguais.
Em contrapartida, as redes sociais aceleraram uma mudança fundamental na percepção de marca. A geração Z não se lembra do logo da Duolingo, mas não esquece da personalidade sarcástica de seu mascote no TikTok. Não associam a Ryanair ao seu símbolo corporativo, mas aos tweets ácidos que viralizaram. Essa geração consome marcas através de experiências, não de símbolos. Preferem personalidade autêntica a perfeição visual. Valorizam marcas que sabem rir de si mesmas, que criam conexões emocionais genuínas, que se posicionam em questões relevantes.
Bom, o branding líquido não é uma tendência – é uma evolução natural em um mundo onde a única constante é a mudança. Marcas que abraçam essa fluidez conseguem oferecer personalização em escala, onde cada usuário pode ter “sua versão” da marca, criando conexões mais profundas e relevantes. Essa adaptabilidade permite relevância cultural genuína, com identidades visuais que se moldam a contextos locais, celebrações sazonais e momentos específicos. Em vez de competir por atenção com símbolos estáticos, essas marcas criam experiências visuais que surpreendem e engajam, tornando cada interação memorável. A eficiência multiplataforma surge naturalmente quando um sistema visual adaptável funciona organicamente em qualquer nova plataforma. Para marcas tradicionais, essa transição pode parecer assustadora. Décadas de investimento em identidades visuais "rígidas" parecem estar sendo questionadas. Mas a verdade é mais sutil: não se trata de abandonar a consistência, mas de redefini-la. A nova consistência está na essência, na personalidade, nos valores. A forma visual se torna um meio de expressão desse princípio, não uma camisa de força que a limita. Marcas que compreendem isso primeiro terão uma vantagem competitiva significativa. Aquelas que insistem em elementos imutáveis correm o risco de parecer obsoletas em um mundo cada vez mais dinâmico.
O branding líquido representa uma maturidade no design corporativo. Marca o momento em que paramos de pensar em logos como objetos e começamos a vê-los como experiências. Não é sobre ter uma identidade visual – é sobre criar um sistema de identidades que se adapta, evolui e permanece relevante. Isso não é o fim dos logos. É o início de uma nova era onde a identidade visual se torna verdadeiramente viva.
Casa Branca lança conta no TikTok, mas ele não ia ser banido dos estados unidos?
A inteligência artificial inaugura uma era em que o trabalho deixa de ser obrigação e se torna escolha, redefinindo propósito, aprendizado e valor humano.
Consumidores não terão mais indicador obrigatório, mas empresas de grande volume devem autenticar números