A poder sem fronteiras de Star Trek

Star Treck

Poucas são as marcas de cinema e TV que perduram com produções novas, continuando a entreter os fãs por mais de 50 anos. É muito tempo. Duas me vem à cabeça: James Bond e Star Trek. Esta última começou com uma série que nem teve tanto sucesso de audiência quando foi exibida pela primeira vez em setembro de 1966. Era a hoje chamada Jornada nas Estrelas – A Série Clássica. Mas depois, com suas reprises na TV, foi se tornando cult, objeto de estudo, tema de convenções, e ainda resultou em novos filmes e nova séries, conquistando “novos mundos, novas civilizações”, tendo inclusive entrado para o Guinness.

Para quem não conhece (pouco provável), a série clássica teve três temporadas e foi criada por um visionário chamado Gene Roddenberry. Seu tema eram as viagens da nave estelar Enterprise em sua missão de cinco anos pelo espaço buscando novos mundos, “audaciosamente indo onde nenhum homem jamais esteve”. O chefe da missão era o Capitão Kirk (William Shatner), que tinha como principais oficiais o Sr. Spock (Leonard Nimoy) e o Dr. McCoy (DeForest Kelley), além de Uhura, Chekov, Sulu e outros. Esta foi a responsável pelo início de toda essa adoração de seguidores apaixonados que permanece até hoje.

Logo depois de seu cancelamento, foi criada uma série animada que teve duas temporadas. Começava aí a diversificação e reinvenção constante sobre o tema. Só tinham se passado 10 anos do fim da série clássica, quando houve um aumento de interesse por ficção-científica no cinema com Star Wars e Contatos Imediatos do Terceiro Grau. Foi então que um possível piloto para uma nova série se transformou em uma super-produção para o cinema – Jornada nas Estrelas – O Filme em 1979, com todo o elenco retornando para seus papéis originais.

O sucesso deu início a novas produções para o cinema. Logo vieram Jornada nas estrelas: A irade Khan (1982), À Procura de Spock (1984) e De Volta para Casa (1986) e A Última Fronteira (1989). Entre estes dois últimos filmes, Star Trek voltou à TV com um novo elenco e uma nova roupagem. The Next Generation durou sete temporadas e se passa aproximadamente um século após o original. Estrelada por Patrick Stewart (Capitão Pickard), hoje mais conhecido como o professor Xavier de X-Men, a série teve até hoje a maior audiência de TV da franquia.

As outras séries que vieram em seguida foram Deep Space Nine (1993 – 1999), Voyager (1995 – 2001) e Enterprise (2001 – 2005). O cancelamento de Enterprise encerrou um período de 18 anos de produção ininterrupta de novos episódios de Star Trek, que começou com The NextGeneration em 1987.

Os filmes também continuavam a chegar às telas de cinemas: Jornada nas Estrela VI: A TerraDesconhecida (1991) foi o último com alguns membros do elenco original, quando “a velha geração” passou o bastão para “a nova geração”, trazendo o Capitão Pickard para assumir a franquia. Eles voltariam em 1995 com Jornada nas Estrelas – Primeiro Contato, seguido de Insurreição (1998) e finalmente Nemesis, em 2002.

Foi preciso que se passassem sete anos para que um jovem fã da série clássica, vindo de séries de sucesso na TV, chamado J.J.Abrams (provavelmente o maior gênio do cinema atual) para que a série se reinventasse. Ele rejuvenesceu não só todos os personagens e a linguagem utilizada, mas também não esqueceu as referências e as homenagens. Fez um filme bom, bonito e de sucesso, que foi seguido de outro, Além da Escuridão: Star Trek.

Neste ano de cinquentenário da franquia, chegou ao cinema outra grande aventura da Enterprise, Star Trek Sem Limites enquanto é anunciada para janeiro mais uma série de TV, Discovery. É incrível analisar o impacto cultural destes 50 anos. Star Trek antecipou muitos dos aparelhos e da tecnologia usados atualmente, incluindo o Tablet, o PDA e os celulares. Várias de suas frases entraram no vocabulário popular. Em 1976, após uma campanha de cartas, a NASA nomeou seu ônibus espacial Enterprise. Lá do “espaço, a fronteira final”, para onde suas cinzas foram mandadas, Gene Roddenberry tem muitos motivos para estar orgulhoso. E nós, aqui da Terra, só podemos agradecer!

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