As descobertas de Boa Sorte, Leo Grande

O filme entra em circuito completo nesta quinta nos cinemas.

Emma Thompson é uma atriz sensacional, com um humor insuperável, e que fica melhor a cada filme. Já disse uma vez que ela tem um talento especial também para me emocionar. Emma mais uma vez se supera em Boa Sorte, Leo Grande, que estreia esta semana nos cinemas após várias pré-estreias pagas. O filme diverte, emociona, e não tem vergonha de falar sobre sexo, prazer e orgasmo.

No filme, Emma é Nancy Stokes, uma professora que acabou de se aposentar. Apesar de ter tido uma vida satisfatória, existe uma coisa que ela nunca teve. Nancy nunca fez um sexo digno de chamar de bom, nunca teve um orgasmo.  Mas isso são águas passadas, seu marido morreu. E agora Nancy tem um objetivo, um novo plano . Ela contrata um jovem trabalhador do sexo e reservará (anonimamente) um bom quarto em um hotel. Ela até sabe o nome do jovem: Leo Grande. Leo sabe o que faz e sabe que faz bem o seu trabalho. No início, Nancy parece somente mais uma cliente e mais algumas horas de trabalho. Só que depois de alguns encontros, ambos estarão completamente diferentes.

O que achei do filme?

A estrutura do filme é quase de um teatro filmado. Na maior parte do tempo são somente os dois personagens dentro de um quarto de hotel durante seus encontros. Também, na maior parte do tempo, diverte. Mas lá no fundo, é também dramático, já que descreve a situação de muitas mulheres que não conhecem seu corpo e que não conhecem o prazer do sexo. A cada novo encontro (são 4), esses dois personagens se apresentam diferentes. Nancy tenta sempre se diminuir, como se isso fosse um escudo. E Leo, que é muito bom no que faz, tenta valorizá-la. Até que ela chega muito próximo da verdade dele.

Quando você tem uma produção que depende tanto da química, é preciso ter atores mais do que especiais. Eu confesso que nunca tinha reparado muito em Daryl McCormack – ele foi o Isaiah Jesus de Peaky Blinders. Ele está excelente como Leo. Não tem barreiras, e é um perfeito contraponto para a Nancy de Emma Thompson.

E ela… bem Emma Thompson é sensacional sempre, e mais ainda em Boa sorte, Leo Grande. Sabe ser divertida, depreciativa, aberta, emocionante. E se desnuda totalmente – tanto física como mentalmente. É um alívio  ver uma atriz como ela fazer esse tipo de papel. Uma das coisas que mais me irritam num filme é quando uma atriz está numa cena de sexo usando sutiã – e daqueles de senhorinha, bem fechados, rsrs. E aqui, Emma se mostra, em seu corpo de mulher mais velha, que não vive em academias. É uma atriz que se entrega totalmente à sua arte. E nesses tempos de transas com sutiã do cinema, é um prazer ver uma produção que fala tão francamente sobre sexo. E ainda com uma atriz tão especial. Vale conhecer!

Eliane Munhoz

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